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Negócios Selectus nº 6016

Capital paulista sofre com a alta dos preços

Alta nos preços - Fatores como a flexibilização do isolamento social, aliado ao crescimento do mercado interno e a alta do dólar foram alguns dos motivos que favoreceram o aumento da inflação (0,94%), no mês de outubro, e consequentemente, o aumento no preço dos alimentos e no custo de vida em São Paulo, segundo a FecomercioSP.

Fonte: SuperVarejo
Capital paulista sofre com a alta dos preços

Com base nos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE, o levantamento da Federação apurou que os preços da “cesta da pandemia” – elaborada pela FecomercioSP para mensurar o desempenho dos preços de três grupos de produtos considerados essenciais para a subsistência, em um momento de crise, como o atual: alimentação e bebidas; habitação; e saúde e cuidados pessoais - seguiram com alta de 9,98% no mês de outubro, na comparação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, trata-se do maior aumento para um mês de outubro, desde 2016.

A alta mais significativa aconteceu nas categorias de alimentação e bebidas, com 19,68%, em comparação a outubro de 2019. Já o arroz está 50,81% mais caro do que há 12 meses, e itens como o feijão (44,72%), leite (34,9%) e maçã (34,16%), além das carnes bovinas como músculo (36,33%), contrafilé (33,13%) e alcatra (25,9%), também tiveram aumentos expressivos nos preços em outubro.

Por outro lado, produtos como a batata-inglesa (-13,32%), a cebola (-12,13%) e a cerveja (-3,33%) registram queda.

Reflexos no custo de vida

Encontrar alimentos básicos, com valor mais alto nas gôndolas dos supermercados, também pressiona o custo de vida para cima, como apontou a pesquisa da FecomercioSP ao reunir os dados de São Paulo.

Os produtos do grupo de habitação tiveram um aumento de 8,22% – também o maior para um mês de outubro desde 2016 –, com destaque para o aumento de 10,19% no preço do detergente. Já os itens de saúde e cuidados pessoais ficaram 2,75% mais caros, abaixo da média – considerando a inflação dos outros dois grupos.

A expansão dos preços da “cesta da pandemia”, segundo a Federação, é o resultado de fatores como o crescimento da demanda interna em meio à crise, a alta do dólar – que impacta nos custos de produção de alguns produtos – e, especialmente, no caso das carnes, o apetite do mercado exterior pelas partes bovinas e suínas.

Sendo assim, a FecomercioSP prevê que os preços dos alimentos continuem crescendo nos próximos meses, tanto pelas baixas dos estoques, quanto pela atração em exportar em dólar. E, consequentemente, o Custo de Vida por Classe Social, na região metropolitana de São Paulo (CVCS), acabou registrando também uma alta de 0,60% em setembro. No ano, a expansão já é de 0,93%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses aponta para um aumento de 3,04%.

Ou seja, trata-se da maior alta do CVCS, desde dezembro do ano passado, quando o custo fechou em 1,03%. Além disso, é o crescimento mais significativo desde o início da pandemia.

Assim como no caso da “cesta da pandemia”, o aumento no custo de vida está ligado, principalmente, à inflação dos alimentos: 11,06% mais caros agora do que em setembro de 2019. Os artigos do lar também ficaram mais caros: 4,07% de aumento em relação ao mesmo mês do ano passado, e o de despesas pessoais também, com alta de 2,19%, em 12 meses.

Para a FecomercioSP, os dados gerais só não são mais altos porque os preços do setor de serviços, em retração desde o início da crise sanitária (em março), amortecem a inflação.

 (Foto da capa: Pixabay)

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