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Rabobank – As exportações de lácteos para o Sudeste Asiático devem aumentar na próxima década

Lácteos / ASEAN - De acordo com o último relatório do Rabobank sobre o setor lácteo, divulgado no dia 15 de outubro de 2020, como exportações de lácteos para o sudeste asiático deve aumentar na próxima década, abrindo oportunidades para as indústrias de laticínios da Nova Zelândia e de outras regiões exportadoras de lácteos.

Fonte: Rabobank – Tradução livre: Terra Viva
Rabobank – As exportações de lácteos para o Sudeste Asiático devem aumentar na próxima década

“A grande população da ASEAN-6 [Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã] junto com o crescente aumento de uma classe média com poder de compra provocado pela urbanização e o desenvolvimento de cadeias de fornecimento integradas, irão sustentar o consumo de lácteos em toda a região. O baixo consumo per capita na ASEAN-6,em comparação com outras economias asiáticas mais desenvolvidas da região, é um dado importante que mostra o grande potencial de crescimento do mercado de lácteos”, disse o analista da RaboResearch, Michael Harvey.

Para o analista, “a desaceleração da demanda chinesa por lácteos esperada para a próxima década, diante da queda da taxa de crescimento da renda per capita, é um outro fator que levará os exportadores a olhar para os mercados fora da China”.

“Isso é particularmente relevante para as indústrias de laticínios da Nova Zelândia que estão mais expostas em comparação com outros concorrentes, pois 35% do comércio de lácteos tem como destino a China e menos de 20% para o Sudeste Asiático. Agora é um bom momento para reavaliarem seus portfólios e determinar qual o peso do mercado chinês em comparação com o Sudeste Asiático”.

No relatório o analista avalia que o Sudeste Asiático é um grande campo de batalha para os exportadores de lácteos.Indo Os exportadores da Oceania levam ligeira vantagem porque estão incluídos em um coquetel de acordos comerciais bilaterais e o Acordo de Livre Comércio ASEAN-Austrália e Nova Zelândia (AANZFTA). “No entanto, muitos outros países buscam acordos de livre comércio com as economias da ASEAN, tornando as tarifas mais harmônicas ao longo do tempo”, explica Harvey.

Uma série de fatores devem ser levados em consideração pelas indústrias de laticínios que pretendam fortalecer suas posições do mercado ASEAN-6.

“Uma dos principais é a cadeia de suprimento. Outro é a geração de valor agregado relacionado à sustentabilidade, que atualmente é pouco relevante, mas o mercado deverá ficar bem mais sensível ao tema na próxima década. E, um último fator, não menos relevante, é encontrar destino para a manteiga, já que a demanda por leite em pó desnatado na região é o dobro da procura por leite em pó integral”, alerta Harvey.

(Foto da capa: Pixabay.com)

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