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Especiais Selectus nº 5977

Recepção de leite no 2º trimestre de 2020

Recepção - No 2º trimestre de 2020, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 5,76 bilhões de litros, equivalente à redução de 1,7% em relação ao 2° trimestre de 2019, e retração de 9,3% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Fonte: IBGE/Terra Viva
Recepção de leite no 2º trimestre de 2020

No Gráfico I.12 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 2° trimestres regularmente apresentam a menor captação ao longo dos anos, devido à etapa de entressafra nas principais bacias leiteiras do País. 

Os efeitos da pandemia de COVID-19 também impactaram o setor ao reduzir o consumo de derivados lácteos. Apesar disso, considerando a série histórica, iniciada em 1997, o resultado representa a terceira maior captação de leite acumulada em um 2° trimestre, superada pelos períodos equivalentes do ano anterior e de 2014. 

O mês de maior captação dentro do segundo trimestre de 2020, foi abril, no qual foram contabilizados 1,94 bilhão de litros de leite.

Recepção de leite no 2º trimestre de 2020

No comparativo do 2º trimestre de 2020 com o mesmo período em 2019, o decréscimo de 102,06 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de reduções registradas em 16 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. 

Em nível de Unidades da Federação, as diminuições mais significativas ocorreram em Goiás (- 27 45,16 milhões de litros), Rio Grande do Sul (-44,38 milhões de litros), Paraná (-31,97milhões de litros), Rio de Janeiro (-13,44 milhões de litros) e São Paulo (-9,57 milhões de litros). Em compensação, os acréscimos mais relevantes ocorreram em Sergipe (+18,89 milhões de litros), Rondônia (+18,27 milhões de litros) e Bahia (14,84 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,4% da captação nacional, seguido por Paraná (12,8%) e Rio Grande do Sul (12,2%) (Gráfico I.13).

Recepção de leite no 2º trimestre de 2020

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 2º trimestre de 2020 foi de R$ 1,45, valor 4,28% abaixo do praticado no trimestre equivalente do ano anterior. 

Em comparação ao preço médio auferido no 1° trimestre de 2020, houve aumento de 2,84%. (Gráfico I.14).

Gráfico I.14 - Evolução do preço líquido médio do leite cru pago ao produtor (R$/l)¹ - trimestres 2015-201

Recepção de leite no 2º trimestre de 2020

Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve alta de 6,33% no acumulado de janeiro a junho de 2020, acima do Índice geral da inflação, de 0,10%. 

Seis dos setes subitens apresentaram variação positiva no período, sendo que as altas mais expressivas foram relacionadas ao Leite longa vida (+13,03%), Requeijão (+6,37%) e Leite em pó (+5,37%). A Manteiga (-0,43%) foi o único item a apresentar variação negativa (Gráfico I.15).

Recepção de leite no 2º trimestre de 2020

A maior parte da captação de leite pelos laticínios brasileiros foi realizada por estabelecimentos de grande porte, que receberam mais de 50 mil litros de leite/dia (13,5% do total de estabelecimentos) e foram responsáveis por 84,5% do volume de leite cru captado no 2º trimestre de 2020 (Tabela I.13).

Recepção de leite no 2º trimestre de 2020

No 2º trimestre de 2020 participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 1 842 estabelecimentos, 696 registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 846 nos Serviços de Inspeção Estadual (SIE) e 300 nos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 90,8%, 8,5% e 0,7% do total de leite captado. O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado.

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