Ataque dos varejistas aos produtores de arroz, carne, feijão, leite e óleo de soja
A Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS enviou um ofício à Ministra da Agricultura Tereza Cristina pedindo interferência do governo, com vistas a prejudicar todo o setor produtor dos alimentos de maior importância para as famílias brasileiras tais como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja. O documento é travestido de preocupação em relação ao aumento dos preços nas prateleiras.

De forma arbitrária, para não dizer cruel, o presidente da entidade, sr João Sanzovo Neto pede a isenção de impostos dos produtos importados, para concorrer de forma desigual com a indústria nacional e, ainda por cima, engessar o setor por meio de intervenção direta no mercado por meio dos estoques reguladores.
Especulação histórica
Trata-se de um claro movimento especulativo. Pois o processo de importação é demorado e o que se deseja é diminuir o preço do setor para o grande varejo continuar com as elevadas margens, o que é historicamente conhecido como “modus operandi” do setor varejista nacional.
A grande novidade foi esta de procurar envolver o governo, de forma oficial, em movimento especulativo!
Reação
Os membros do grupo de WhatsApp "Ação Mapa" se movimentam diante dessa informação, que simplesmente, é um despropósito a tentativa de prejudicar um setor que durante toda a pandemia vem se esforçando de todas as maneiras para que o abastecimento seja feito com a total prioridade.
Os produtores, mesmo com os elevados custos da alimentação dos rebanhos, vivenciando forte seca que abate as maiores bacias, o frio e queimadas, não deixam de produzir.
Por outro lado, a indústria não obstante, enfrenta redução de seu quadro de funcionários, devido ao número de pessoas no grupo de risco ao Covid-19. Mesmo assim, continua processando e movimentando-se intensamente nas logísticas de captação e distribuição dos produtos até os milhares de pontos de vendas.
Arbitrariedade
Os produtores, os Laticínios sofrem perdas durante meses e se mantém firmes, produzindo, processando e abastecendo, gerando milhares de empregos, pois, trata-se de uma cadeia que direta e indiretamente ocupa mais de 5 milhões de pessoas.
Já as redes de supermercados, sobretudo as grandes, por pouco, que as vezes acontecem de perder 2% a 5% de suas margens líquidas iniciam esse tipo de pressão sob os sistemas Produtivos Nacionais de Alimentos.
Interesse Nacional
Sem dúvida, o governo, que possui todas as informações sobre os setores que compõe toda a produção destes alimentos, desde o campo até às prateleiras destes varejistas saberá rechaçar esse tipo de pressão, para defender o interesse nacional.
As importações já ocorrem, até mesmo estão aumentado, e existe em épocas de entressafra uma certa normalidade. Mas na maioria das vezes, os importadores buscam complementaridade e não substituição das produções nacionais.
















