Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 5967

NZ – Novo enfoque na produção sustentável de leite 

Produção sustentável/NZ – Sustentabilidade é um dos principais desafios para a próxima geração de produtores de leite, disse a produtora de Waikato e nova presidente do programa Dairy Environment Leaders, Melissa Slattery.

Fonte: Rural News – Tradução livre: Terra Viva
NZ – Novo enfoque na produção sustentável de leite 

Ela afirma que o desenvolvimento de mais soluções para a qualidade da água e mudanças climáticas são cruciais para que o setor continue relevante e rentável.

“Com nossa produção de leite predominantemente a pasto, somos os produtores mais eficientes de produtos lácteos do mundo, mas precisamos ser relevantes para o futuro”, falou Slattery para o Dairy News.

“Cada geração tem seus desafios e este é o nosso”.

Slattery e seu marido, Justin, são proprietários de uma fazenda de leite com 106 ha, com 300 vacas, perto de Te Aroha. Eles ganharam o Prêmio de “Fazendeiros do Ano” em 2015.

O programa Dairy Environment Leaders é administrado pela DairyNZ. Slattery, que faz parte do programa há três anos, substituiu a agricultora Matamata, Tracy Brown.

“Estou com boas perspectivas de continuar o excelente trabalho que vem sendo feito pelos produtores de leite de toda a Nova Zelândia para melhorar a qualidade da água e reduzir as Emissões de Gases de Efeito estufa (GEE) ligadas às mudanças climáticas e as pegadas do leite no meio ambiente, mantendo nosso negócios lucrativo”.

A Nova Zelândia é responsável por menos de 0,2% das emissões globais de GEE e nossos produtores estão entre os mais eficientes do mundo.

Ela observa que a Nova Zelândia tem um compromisso internacional com as mudanças climáticas que implica a redução de GEE. Como a agricultura é responsável por 49% das emissões de GEE da Nova Zelândia, temos que encontrar soluções para reduzir a pegada e ao mesmo tempo manter nosso setor sustentável e contribuir com a economia da Nova Zelândia.

“Os compromissos de nosso país com a melhoria da água em uma geração também exige colaboração, inovação, tecnologia e soluções práticas”, diz ela.

Os produtores de leite da Nova Zelândia têm melhorado sua pegada de carbono, mas é necessário mais trabalho. Slattery destaca que, ao longo do tempo a indústria alcançou eficiência nas emissões de carbono à taxa de 2% ao ano.

“Isso significa ser mais eficiente na fazenda e inovar por meio de mais controles, aperfeiçoamento genético e ajuste fino de nossos sistemas. Produzir mais capim por hectare, desperdiçando menos ração, seja por meio de práticas agrícolas aprimoradas ou investimento em infraestrutura. É uma estruturação acumulada com o tempo. O foco agora é como atingirmos a redução de 10% até 2030 e estabelecer padrões mais ambiciosos para 2050 e depois. Como nós iremos alcançar e quais recursos utilizar ainda desconhecemos”.

Ela disse que existem inovações interessantes. Por enquanto, vimos o trabalho anunciado recentemente em “cowbotcha” por meio da Fonterra, um suplemento que funciona no rúmen da vaca reduzindo a produção de metano. Essas inovações, que ainda não chegaram às fazendas, podem ser as soluções do futuro que nos ajudarão a atingir as metas de longo prazo, disse Slattery.

Na qualidade da água, os agricultores investiram em infraestrutura para efluentes, cercaram os cursos de água e alguns transformaram partes de suas fazendas em reservas.

Eles passaram a controlar mais o uso de nutriente e aperfeiçoaram a política de aplicação de fertilizantes, de forma a só aplicar o que realmente a pastagem vai absorver, ou que o grão precisa para crescer.

Slattery observa que os agricultores que utilizam irrigação investiram em melhor infraestrutura, monitorando a umidade e negociam as permissões de irrigação.

Alguns agricultores delimitaram as plantações ribeirinhas, outros construíram lagoas de coleta de contaminantes. A indústria está adotando os Planos Ambientais para as Fazendas para apoiar e orientar práticas agrícolas com base nos tipos de solo, topografia, queda da chuva, sistemas agrícolas, infraestrutura e cursos d’água locais.

“Muito foi feito – embora haja muito mais para fazer”, diz Slattery.

“Algumas bacias estão enfrentando “problemas em termo de redução de Nitrogênio. Para avançar é fundamental dar tempo aos agricultores para fazer as mudanças necessárias e atender os novos limites sem perder a viabilidade financeira”.

Slattery acredita que uma forte capacitação em sustentabilidade irá oferecer melhores retornos e manterão os negócios viáveis para as próximas gerações. Os consumidores e os mercados é que irão determinar o quanto seremos confiáveis e merecedores de crédito. Tem sido muito positivo o valor que está sendo dado aos produtores de leite por estarem ajudando a reconstruir a economia depois dos efeitos do Covid-19”.  

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients