Argentina – A produção de leite fluido será a mais baixa em 10 anos
Consumo/AR – Segundo um boletim setorial, a indústria de laticínios da Argentina registrará em 2020 o menor nível de atividade nos últimos dez anos.

De acordo com o estudo realizado pela consultoria Claves, baseado em dados oficiais e fontes privadas, a deterioração do setor durante a última década no item leite fluido se refletiu em uma queda de 33% no volume produzido.

O documento mostra a tendência declinante registrada no mercado lácteo argentino desde 2010, com exceção de uma leve recuperação entre 2011 e 2012. Considerando os valores de 2010, e com base na atividade no corrente ano, a elaboração de leite será reduzida em 593 mil litros, e a retração do iogurte alcançará 134 mil toneladas.
Em 2010 a preparação de leite fluido chegava a 1.781.111 litros e a produção de iogurte atingia 490.834 toneladas. As projeções para este são de 1.187.000 litros de leite e 357.000 toneladas de iogurte.
Segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea (OCLA), aproximadamente 47% do leite produzido nas fazendas vai para a indústria e será preparado em diversos formas diferentes de leite (fluido, em pó, desnatado...), e 17% sai das usinas como leite fluido (refrigerado ou não refrigerado). Já o iogurte e outros leites fermentados consome 4,1% do total de leite recebido nas fábricas.

Fontes industriais confirmaram que desde 2010 até agora o iogurte perdeu presença em 24% das famílias do país, o que significa que mais de 3,2 milhões de lares argentinos deixaram de consumir este alimento. “A diminuição da renda das famílias, somados com as restrições tanto da oferta como na demanda, explicam a contração que vem sofrendo o consumo de bens e serviços em geral”, afirma o boletim da consultoria.
















