Argentina – Produção e indústria mantém alta participação
Cadeia láctea/AR – O último relatório do Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (Ocla) sobre a distribuição do valor entre os diversos elos da cadeia láctea, revela que tanto a produção primária como a indústria diminuíram sua participação, mas ainda estão acima da média histórica.

Em contrapartida, cresceu levemente a participação do setor comercial (+0,9%) e o Estado através dos impostos (+0,1%), em relação ao mês anterior.
O trabalho, que é realizado periodicamente a partir dos dados disponibilizados pelo Instituto Argentino de Professores Universitários de Custos - IAPUCo, mostra a participação de cada elo da cadeia sobre o Valor por Litro de Leite Equivalente (VLE), e indica que em junho o produtor ficou com 34,4% do valor final.

Em perspectiva, significa queda de 0,4% em relação a maio (máximo da série ocorreu em junho de 2019 com 36,0%), mas, encontra-se “bem acima da média histórica de 30,2%).
Ao discriminar, segundo destino do produto, mostra uma leve deterioração na participação nos valores finais do mercado interno (0,5%) e melhora de 1% no mercado externo.
Por outro lado, a participação do produtor sobre o valor de saída de fábrica (preço de venda da indústria) foi de 53,4% em junho, quase igual ao mês anterior (+0,1%) e 1,2% acima da média da série disponível.

Medido em dólares, o faturamento total do setor industrial na saída de fábrica por VLE foi de US$ 0,50, que apesar de ser 1 centavo menor que em maio, representou 10 centavos menos que a média histórica e é 24 centavos menor que o máximo obtido em maio e outubro de 2013. Isto “evidencia os problemas de competitividade que o setor enfrenta, fundamentalmente pelo comportamento das variáveis econômicas”.

O trabalho inclui um quadro final no qual se observa o desempenho destas variáveis ajustadas pela inflação (Ìndice de Preços ao Consumidor) com o objetivo de avaliar a participação do produtor e o impacto de fatores como a maior produção de leite (0,3% no semestre), os maiores estoques (25% a mais que no ano passado), a pandemia/quarentena e a situação do mercado doméstico (mudanças no consumo e poder de compra da população) e do mercado internacional (demanda, preços e ajuste cambial).
Como resultado se observa uma leve queda - 0,3% - da participação do VLE total no sistema desde março, apesar da melhora de 0,1% em junho, em relação a maio. Ao discriminar por destino da produção industrial, para o mercado interno existe uma leve oscilação de 0,1% (alterna meses em alta e em baixa) enquanto que os lácteos destinados ao exterior, mesmo com a recuperação de 1,5% em junho, ainda está 2,4% menor do que em março.

















