Índia – Pandemia interrompe o crescimento do leite
Leite/Índia – A empresa global de análise CRISIL disse que o crescimento da receita da indústria de laticínios da Índia será estável neste ano fiscal em decorrência da quebra nas vendas de produtos com maior valor agregado (VAP), um problema que foi agravado com o lockdown necessário para controle da pandemia do coronavírus.

A indústria registrou uma taxa de crescimento composta (CAGR) de 10% na última década. As vendas de VAP, incluindo sorvetes, queijos, leites aromatizados, coalhadas e iogurtes, que são mais rentáveis do que o leite fluido e correspondem a mais de um terço da renda do setor lácteo organizado, deverão declinar entre 2 e 3% neste ano fiscal, devendo reduzir o lucro operacional em até 50-75 pontos.
A CRISIL disse que a acumulação de estoques devido ao excesso de leite convertido em leite em pó desnatado (SMP) e VAP não vendidos aumentará a necessidade de capital de giro das indústrias e testará a liquidez das empresas de médio porte.
A análise foi baseada em 65 laticínios que representam pouco mais de dois terços da receita do segmento organizado e pressupondo o retorno à normalidade no segundo trimestre.
O fechamento de dois meses de hotéis e restaurantes por causa do bloqueio nacional interrompeu as vendas institucionais de VAP que representam quase 20% da receita do setor lácteo formal, disse a CRISIL.
Acrescentou que os desafios logísticos e as apreensões sobre o consumo de gelados (sorvetes, leites aromatizados e iogurtes) durante a pandemia impactarão as vendas do primeiro trimestre, que é a estação de maior demanda.
No entanto, as vendas de leite fluido, que compreendem dois terços das vendas totais da indústria, impedirão uma queda maior da receita, informou a empresa. O lockdown não afetou a oferta de leite, pois é um produto essencial, e, portanto, a expectativa é de que as vendas de leite fluido aumentem 3-4% neste ano fiscal.
















