Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 5912

O crescimento do rebanho virá com melhor gestão

Produção/AR – “Observamos que na Argentina, assim como ocorre em outras regiões, a quantidade de vacas diminuiu sensivelmente. Entre 2003 e 2016 houve queda importante, 150 mil vacas.

Fonte: TodoAgro – Tradução livre: Terra Viva
O crescimento do rebanho virá com melhor gestão

Além disso, nesse período foram perdidas 40% das propriedades leiteiras”, disse o médico veterinário Sebastián Wirsch no início da Jornada Nacional do Leite organizada por TodoAgro e a Universidade Nacional de Villa María que foi acompanhada por mais de 3.300 produtores, técnicos e estudantes, via streaming.

No transcorrer das últimas décadas e como acontece a nível mundial, as vacas dos estabelecimentos menos competitivos foram absorvidas por esquemas produtivos de maior escala e organização.

“O que vem crescendo a cada ano é a quantidade de litros por vaca que passou de 5.000 litros por ano e hoje está com 35% mais”, afirmou.

A nível mundial a produção de leite cresceu até 2010 e nos últimos dois anos foram perdidas quase 10 milhões de vacas leiteiras no mundo. Sem dúvida, a quantidade de leite não parou de crescer mas a demanda não acompanhou o crescimento, com quedas significativas em alguns blocos, como o europeu.

Em todos os países a média litro/vaca passou de 31 para 35 litros nestes últimos anos e no Canadá subiu 6 litros por vaca.

Como crescer?

Wirsch explicou que o caminho do crescimento do leite na Argentina e em outros países deve focar em duas frentes bem nítidas: uma exógena, fora da fazenda e outra dentro do estabelecimento.

Existem fatores exógenos tais como o fato de ser uma atividade de longo prazo, e falta de políticas leiteiras consistentes. Junte-se a isso a pouca previsibilidade na economia (dólar, inflação, etc) e fatores endógenos tais como falta de eficiência produtiva e dificuldades na criação de bezerras.

“Produzimos em um contexto desafiador, com muitas dificuldades e tradicionalmente existe a percepção de que não se pode mudar. Mas, não é assim: é preciso propor soluções, influenciar na tomada das decisões políticas em todos os níveis. Tem que debater, participar e envolver-se pois, estamos em um negócio de longo prazo, que requer estabilidade nas políticas setoriais”, explica.

Mas, onde se pode trabalhar e modificar critérios e concepções diretamente é na gestão da fazenda, dentro da porteira, apontando vários pontos para melhorar os registros produtivos e crescer em competitividade.

“Uma das questões a trabalhar é na melhoria dos índices reprodutivos. Em um estudo recente observamos que no ano passado as taxas médias de prenhez melhoraram na Argentina, ainda que existam estabelecimentos que devem melhorar muito. Em nosso país as fazendas de ponta estão em torno de 20%, mas, nos Estados Unidos a taxa média é de 23% e o objetivo é chegar em poucos anos a 30%. Para isso é preciso investir muito em infraestrutura e tecnologia”, assegurou.

O outro ponto que Wirsch destacou é a redução da taxa de mortalidade, que em muitas fazendas é muito alta. Isto se deve aos elevados índices de descarte das fazendas de ponta com o objetivo de melhorar seu desempenho.

Outro aspecto que mereceu a análise do especialista foi a perda de prenhezes, em partos e na etapa de recria. “Creio que neste ponto o sêmen sexado pode ajudar muito. Estamos perdendo um número muito alto de fêmeas. Somente 20% das fazendas é eficiente e registram mortalidade em torno de 2,2%”, concluiu.

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients