Argentina – O setor lácteo na pandemia: não sofrerá tanto
Mercado/AR – As estatísticas começam a consolidar as estimativas e advertências que foram trazidas por alguns atores da cadeia láctea.

A produção em alta, um mercado externo sem atrativos e o consumo doméstico fortemente condicionado à situação econômica antecipam o excesso de matéria-prima e menor faturamento dentro do sistema.
Os últimos relatórios do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) confirmam um incremento interanual de 8,5% na produção de leite (inclusive levemente acima de 2018) durante o primeiro quadrimestre e a projeção para 2020 de um crescimento de 2,5 e 4,5%.
Ao mesmo tempo existe uma estimativa de leve queda do consumo interno (em equivalente litros de leite), alertando sobre mudança de hábitos que irá afetar o faturamento do setor: a tendência – que deverá ser consolidada – seria de comprar produtos mais baratos em detrimento daqueles com maior valor agregado e mais caros.
“Existe uma queda importante nas vendas de produtos com maior valor agregado, tais como iogurtes, sobremesas e pastas, leites aromatizados e alguns queijos. Produtos para estoques das famílias e que estejam sob controle de preços, deve ter aumento significativo, como leites resfriados, manteiga e doce de leite”, explica o relatório de Vendas de Produtos Lácteos no Mercado Interno – março de 2020.
















