A indústria procura superar o coronavírus
Leite/França – Atingida pela crise do coronavírus, a indústria de laticínios viu a dinâmica de seus fluxos ser alterada bruscamente. Atingida diretamente no coração pelo Covid-19, “a indústria de laticínios não está se saindo tão mal, pondera Benoît Rouyer, diretor de economia do Centro Nacional Interprofissional de economia liteira (CNIEL).

Os grandes industriais superaram o desempenho nesse contexto, o que ficou evidente pelos resultados trimestrais das empresas presentes no mercado de ações. O pico da captação de leite (aumento da produção de leite com as pastagens verdes da primavera) está passando sem dificuldades”.
No início da crise, certamente, havia muita inquietação na diretoria das 732 fábricas de laticínios francesas que transformam 23,8 milhões de litros por dia, procedentes das 54.000 fazendas de leite.
O fechamento dos serviços de alimentação, responsável por 5% do consumo de leite no país e as turbulências nas logísticas de exportação (37%) mostraram que o futuro era sombrio.
Certos segmentos sofreram mais, como os segmentos de hotéis, restaurantes e catering, ou a produção de queijos de Denominação ou Origem Protegida (DOP). No entanto, o consumo no comércio varejista (42% dos pontos de venda de leite na França) de leite fluido, cremes, manteigas, ingredientes de queijo, produtos ultrafrescos, cresceu de 45 a 70% nas primeiras semanas do isolamento social, explica Mélanie Richard, diretor de economia do CNIEL
Vendas em alta
O crescimento das vendas depois diminuiu, mas, permanece acima do período anterior ao Covid. Mesmo a queda de preços do leite em pó desnatado para exportação, que caiu € 400 a tonelada no meado de abril, depois ficou estabilizado acima do preço de intervenção” explicou Benoît Rouyer. Por outro lado, é preciso perguntar sobre o consumo de amanhã. Os consumidores irão privilegiar produtos locais? Orgânicos? Ou a crise econômica que se anuncia aumentará o consumo de produtos de baixo custo?
















