Argentina – 58% dos produtores esperam crescimento
Otimismo/AR – O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) divulgou resultados preliminares da pesquisa setorial do leite 2018/19, realizada pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca.
O levantamento, que é realizado desde o ano 2000 consultou 194 estabelecimentos localizados na região dos Pampas, que responderam questionários entres 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019.
Os resultados mostram uma radiografia do setor leiteiro. Por exemplo, que a maioria dos estabelecimentos (62%) ocupam entre 100 e 300 hectares, que a metade tem entre 100 e 250 vacas em ordenha, e que possuem em média dois tratores cada um.
Também que a área é usada, fundamentalmente, para pastagens (50% da superfície é ocupada assim), que a mortalidade de vacas fica em torno de 5,8%, que a maior parte da alimentação (46%) é forragem fresca e feno, e que a produção média diária de leite por propriedade gira em torno de 3.000 litros.
Dentro deste contexto, e apesar de 2019 ter encerrado com meno propriedades leiteiras e uma rentabilidade magra (1,7%), a projeção das empresas leiteiras para os próximos anos é predominantemente positiva. Ou seja, 58% deles esperam um crescimento nos próximos cinco anos, e 29% aguardam uma estabilidade, e 4% estimam que sua produção cairá e 8% avaliam abandonar a atividade.
Neste último caso, a idade, a inexistência de familiares que continuem com o empreendimento e a baixa rentabilidade do negócio são os fatores preponderantes para o abandono.
















