Nova Zelândia – Acordo comercial preocupa exportadores
China x EUA – A Associação das Companhias de Laticínios estudam o novo acordo comercial entre os Estados Unidos (EUA) e China para detectar os impactos que haverá no mercado de NZ$ 5 bilhões de lácteos exportados da Nova Zelândia para o mercado chinês.
O diabo está nos detalhes do novo multimilionário acordo comercial EUA-China em termos do seu impacto nas exportações agrícolas da Nova Zelândia.
Tanto a Associação das Companhias de Laticínios e a Associação das Indústrias de Carne estão examinando as 94 páginas do tratado para ver qual o impacto nos seus setores.
A fase um do acordo entre o presidente Donald Trump e o Vice-Primeiro-Ministro chinês, Liu He, representa US$ 32 bilhões de produtos agrícolas norte-americanos para a China até 31 de dezembro do próximo ano.
O diretor executivo da Associação das Companhias de Laticínios, Kimberly Crewther disse que as implicações sobre o mercado de exportação de lácteos de NZ$ 5 bilhões da Nova Zelândia não estão claras porque nem todas as disposições relativas aos laticínios foram tornadas públicas.
A Associação analisará o acordo para ter uma ideia das vantagens que possa estar sendo oferecida aos exportadores norte-americanos de produtos lácteos e os requisitos para registro das fórmulas infantis. “Embora a Nova Zelândia já tenha acordo de livre comércio e uma boa relação comercial com a China, grande parte das exportações de lácteos da Nova Zelândia continua tendo incidência de tarifas no mercado chinês até que as salvaguardas expirem em 2022 e 2024.
“É uma grande preocupação para nós se os exportadores de lácteos da Nova Zelândia forem prejudicados com tarifas maiores em relação aos exportadores norte-americanos como resultado deste acordo, especialmente, porque não foi possível antecipar a eliminação das salvaguardas sobre os lácteos nas recentes negociações para atualização do acordo de livre comércio com a China”.
Mas, foi tranquilizador ver alguns compromissos sobre a transparência e notificações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“O acordo ainda não está muito claro, mas, abrange uma grande quantidade de produtos que a Nova Zelândia vende, incluindo carne, lácteos e mariscos”.
O ex-diretor executivo do Conselho da Nova Zelândia na China disse que poderia significar que a Nova Zelândia não será mais o maior fornecedor estrangeiro de produtos agropecuários para a China.
Em torno de 60% dos produtos agrícolas da Nova Zelândia para a China são lácteos, enquanto que 40% são carnes vermelhas, produtos hortícolas e mariscos.
O acordo, possivelmente, poderá deslocar alguns produtos desses mercados.
















