Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Globalização E Mercosul Selectus nº 5811

Entre 2014 e 2020 as economias da América Latina terão o menor crescimento das últimas 7 décadas.

Economia/AL – O balanço econômico da América Latina e Caribe em 2019 se apresenta em um contexto particularmente complexo. A região mostra desaceleração econômica generalizada e sincronizada a nível de países e setores, completando seis anos consecutivos de baixo crescimento, destacou a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) em seu último boletim anual.

Fonte: Nodal – Tradução livre: Terra Viva

No balanço preliminar das economias da América Latina e Caribe 2019, o organismo regional das Nações Unidas indica que a desaceleração da demanda interna é acompanhada pela baixa demanda agregada externa e mercados financeiros internacionais mais frágeis. A este contexto se somam as crescentes demandas sociais e as pressões para redução da desigualdade e inclusão social.

Desta forma, o panorama macroeconômico dos últimos anos mostra a tendência de desaceleração da atividade econômica, com uma diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, queda do investimento, baixo consumo per capita, menores exportações e persistente deterioração da qualidade do emprego.

O resultado será que em 2019 a região crescerá apenas 0,1% em média, enquanto que as projeções de crescimento para 2020 se mantém em 1,3% para toda a região. Em consequência, de 2014 a 2020, haverá o menor crescimento das economias da América Latina e Caribe em sete décadas.   

 “Diante deste cenário a região não suportará políticas de ajustes e precisa de políticas para estimular o crescimento e reduzir a desigualdade. As condições atuais precisam de uma política fiscal foca na recuperação do crescimento e em atender às crescentes demandas sociais”, declarou Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, por ocasião da apresentação do relatório.

Também enfatizou que uma política fiscal ativa requer no médio prazo uma estratégia para garantir sua sustentabilidade no tempo. Isto implica que deve estar vinculada com a capacidade de crescimento e a dinâmica da produtividade, junto com o fortalecimento da capacidade arrecadadora do Estado (melhorando a progressividade da estrutura tributária mediante o aumento dos impostos diretos; reduzindo a evasão fiscal que representa 6,3% do PIB da região; reavaliando os gastos tributários que respondem por 3,7% do PIB regional; e implementar uma nova geração de tributos relacionados com a economia digital, o meio ambiente e a saúde pública).

Em matéria de projeções de crescimento, segundo o boletim, 23 dos 33 países apreserarão desaceleração no crescimento durante 2019, e 14 deles terão crescimento abaixo de 1%.

Também foi constatado que o PIB per capita da região contraiu 4% entre 2014 e 2019. A desocupação funcional aumentou de 8% em 2018, para 8,2% em 2019, o que corresponde a um milhão de pessoas, chegando ao recorde de 25,2 milhões de pessoas. Acrescente-se a isso a deterioração da qualidade do emprego com o crescimento do trabalho por conta própria (que superou o emprego assalariado) e a informalidade.

O Balanço Preliminar prevê que o país com maior expansão em 2019 será a Dominica (9%), seguida pela Antígua e Barbuda (6,2%), República Dominicana (4,8%), e Guiana (4,5%). Na outra ponta estarão a Venezuela com contração de 25,5%, seguida pela Nicarágua (-5,3%); Argentina (-3%), e Haiti (-0,7%). A América Central crescerá 2,4%, o Caribe 1,4% e a América do Sul terá contração de 0,1%.

Para 2020 as projeções da CEPAL indicam que as nações do Caribe continuarão liderando o crescimento regional (com média de 5,6%), encabeçados pela Guiana (85,6%, devido o começo da produção de petróleo); Antígua e Barbuda (6,5%); Dominica (4,9%), e República Dominicana (4,7%). Venezuela, Nicarágua e Argentina terão taxas de contração econômica menores (-14%; -1,4% e -1,3%, respectivamente). A América Central terá expansão de 2,6% e a América do Sul de 1,2%.

De acordo com o boletim, apesar das dificuldades e limitações que enfretam atualmente os espaços da política, a diferença em relação a períodos anteriores é que a maioria dos países da região se encontram com índices inflacionários baixos (2,6% a média regional, sem considerar a Venezuela, Argentina e Haiti), reservas internacionais relativamente elevadas, em geral as economias mantém o acesso aos mercados financeiros internacionais e as taxas de juros se encontram em níveis reduzidos. Estas condições favorecem a capacidade de adotar políticas macroeconômicas que podem reverter o atual cenário de baixo crescimento.

Mas é fundamental reativar a atividade econômica mediante maior gasto público em investimento e políticas sociais, alerta a CEPAL. Para conseguir atender às demandas sociais, os esforços de redistribuição de curto prazo devem ser complementados com o aumento na oferta e qualidade de bens e serviços públicos, lembra a CEPAL.

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients