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Globalização E Mercosul Selectus nº 5572

Brasil quer vender para China produtos de maior valor agregado

Parcerias bilaterais - O embaixador da China, Yang Wanming, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, conversaram nesta quinta-feira, dia 17, sobre possibilidades de diversificação da pauta comercial entre os dois países.

Fonte: Canal Rural

De acordo com negociadores, Guedes disse que pretende fechar mais parcerias bilaterais, principalmente na área de tecnologia, com o principal destino das mercadorias brasileiras.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes reafirmou a disposição do Brasil de fazer negócios com o maior número possível de países, sem viés ideológico. A orientação está em linha com os discursos de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto, em 1º de janeiro.

O Ministério da Economia informou que o governo preservará o pragmatismo econômico em meio à ‘nova filiação brasileira de ver o modo de civilização ocidental’. A pasta não pretende deixar de fechar parcerias bilaterais por causa de questões ideológicas.

A equipe econômica quer diversificar as exportações, estimulando a venda de produtos de maior valor agregado para o mercado chinês e diminuindo a participação de commodities.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 64,2 bilhões para a China (26,8% do total vendido para o exterior) e importou US$ 34,7 bilhões (19,2% do total). Os principais produtos vendidos para o país asiático foram soja em grão, petróleo bruto e minério de ferro.

Em contrapartida, as importações brasileiras da China concentraram-se em produtos manufaturados e em bens de capital, como plataformas de perfuração ou de exploração de minérios.

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