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Globalização E Mercosul Selectus nº 5563

A renda dos agricultores europeus caiu 3% em 2018

Renda/UE – A renda real do setor agro da União Europeia (UE) caiu 3% em 2018 em relação ao ano passado, depois de ter alcançado um recorde em 2017. A renda empresarial líquida também diminuiu 7%. Por países, a situação é heterogênea.

Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br

Enquanto a Dinamarca teve a maior perda em relação ao ano anterior, a renda na Eslovênia melhorou consideravelmente na mesma comparação, mesmo porque havia caído 15% em 2017. Suécia, Lituânia e Bélgica, entre outros países, registraram queda de renda, enquanto que a França, Finlândia e Itália conseguiram manter o status quo.

Os resultados adversos se deveram às condições climáticas extremas enfrentadas por muitos Estados Membros, desde seca no Norte da Europa, até inundações em outubro, no Sul do continente. A representante do setor agro espanhol, Copa-Cogeca, diz que as estatísticas estão começando mostras as graves consequências da seca e inundações nas propriedades rurais. O mais preocupante é que já sabemos que a renda dos agricultores também será afetada em 2019. Em muitas regiões da Europa os plantios foram prejudicados pelos fenômenos meteorológicos extremos.

A Copa-Cogeca considera que é chegada a hora dos Estados Membros utilizarem todas as ferramentas de gestão de riscos à disposição e que a Comissão Europeia seja mais precavida e antecipe medidas preventivas.

Quanto aos indicadores estruturais, a Copa-Cogeca destaca que a queda pode não ter sido maior porque houve uma redução gradual da mão de obra, totalizando queda de 1,5% em 2018. Entretanto, os custos dos insumos agrícolas (sementes, energia, lubrificantes, fertilizantes e produtos fitossanitários) continuaram tendo aumento constante, o que aprofunda a pressão sobre os agricultores europeus em 2019.

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