Cotação da soja cai nos EUA, junto com a expectativa de acordo entre Trump e Xi Jinping no G20
Soja – Os preços da soja no mercado de Chicago estão caindo de forma significativa diante de um possível acordo sobre a “guerra comercial” entre Estados Unidos (EUA) e China.
No encontro do G-20 a ser realizado na próxima sexta e sábado na cidade de Buenos Aires o presidente Donald Trump tem agendada uma reunião com seu par chinês Xi Jinping. Ainda que os agricultores norte-americanos vejam como favorável o encontro, os especuladores do mercado não são tão otimistas.
Durante a reunião do G20 também é esperado ocorrer um outro evento que atingirá o mercado mundial: a eventual habilitação da importação de farelo de soja da Argentina para a China. A China não importa farelo de soja porque tem uma política de promover a industrialização da oleaginosa em seu próprio território. No entanto, diante da impossibilidade de importar grãos de soja dos EUA com tarifa de 25% instituída em julho passado – em decorrência da “guerra comercial” iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump – a China está buscando alterativas de proteínas vegetais para cobrir o vazio deixado pelos EUA (entre as quais se incluem a torta de coza canadense e a torta de girassol da Ucrânia).
Se o cenário da “guerra comercial” for de longo prazo, então as autoridades chinesas podem lançar mão de outras alternativas, deixando de lado a política de industrialização para garantir o acesso a outras fontes de proteína. O valor FOB de referência da soja brasileira (Porto de Paranaguá) é atualmente de US$ 371/tonelada, enquanto que na Argentina (Rosario) o valor é de US$ 359/tonelada. A soja norte-americana no Golfo do México custa US$ 332/tonelada, devido às tarifas e virtual bloqueio comercial aplicado pela China (nação que demanda mais de 60% da soja mundial).
















