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Redução de cádmio nos fertilizantes fosfatados beneficiará a Rússia e prejudicará os agricultores europeus

Cádmio/UE – No próximo dia 22 de novembro haverá uma reunião do trio (Comissão, Parlamento e Conselho) europeu sobre a nova legislação de fertilizantes.

Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br

A patronal francesa de fabricantes de fertilizantes (Unifa) alertou que se for aprovo um limite para o teor de cádmio nos fertilizantes fosfatados abaixo de 60 mg/kg de P2O5, haverá um problema de dependência com Rússia, já que será a única fonte de abastecimento possível de rocha com baixo teor em cádmio para a indústria europeia de fertilizantes com fósforo, gerando uma situação de monopólio indesejável e, sem dúvida, haveria uma repercussão imediata nos preços.

Lembremos que o Parlamento Europeu (PE) apoia uma redução progressiva do teor de cádmio, que passaria dos atuais 90 mg/kg P2O5 para 60 mg/kg a entrada em vigor de nova norma, 40 mg/kg em seis anos e 20 mg/kg em dezesseis anos. O Conselho Europeu (CE) advoga o limite de 60 mg/kg durante 8 anos. Os estudos científicos realizados pelo Comitê Científico Europeu para Saúde e Meio Ambiente e pelo próprio Parlamento Europeu, mostram que o nível tolerado atualmente (90mg/kg P2O5) não representa risco para a saúde, nem existe uma razão agronômica para justificar uma taxa menor. Por esse motivo, Unifa se pergunta por que existe tanto interesse em reduzir este limite? Em sua opinião, a origem da redução é a forte pressão da Rússia, que seria a grande ganhadora. A União Europeia (UE) importa 70% de suas necessidades de fosfato, que procede fundamentalmente do norte da África (Marrocos e Argélia). Os fosfatos de natureza sedimentária, têm um teor de cádmio entre 29,5 e 72,7 mg/kg. Se a nova normativa europeia for adotada, esses fosfatos ficariam proibidos e a Rússia ficaria com o mercado comunitário, já que os fosfatos russos, de natureza vulcânica, têm menor teor de cádmio (menos de 8 mg/kg).

A Fertilizers Europe (a entidade europeia que representa as fábricas de fertilizantes) alerta que a limitação do nível de cádmio nos fertilizantes com fosfato terá impacto significativo no preço do produto terminado, devido a que os depósitos de fosfato de baixo teor de cádmio são escassos e basicamente controlados pela Rússia. Este aumento dos custos seria transferido para os agricultores europeus penalizando sua competitividade internacional.

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