A França tende a lutar contra o desmatamento importado
Meio ambiente – O primeiro remédio para a redução de amônia no esterco do gado foi aprovado pela Administração de Alimentos e Remédios (FDA) dos Estados Unidos.
Cultivo intensivo de soja no Brasil que reduziu o ecossistema do Cerrado, dividido entre savana e floresta. Kátia Goretti Dias Vazzoler do Brasil.
O governo apresenta hoje sua estratégia para reduzir progressivamente as importações de produtos agrícolas “não sustentáveis”.
O governo francês planeja acabar, até 2030, com a importação de certos produtos agrícolas que contribuem para o desmatamento. Esse é o caso da soja procedente do Brasil e do óleo de palma importado da Malásia e Indonésia, onde as plantações avançam sobre florestas e ecossistemas locais. E, esse fenômeno é geral. A tal ponto, que 129 milhões de hectares da superfície florestal mundial desapareceu entre 1990 e 2015, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), sendo que, a União Europeia (UE) foi responsável por um terço dessa devastação. Esse desmatamento provocou elevação de 11% na emissão mundial do gás de efeito estufa.
Propostas francesas são submetidas à UE
Na política ambiental adotada em julho de 2017, o governo francês decidiu suprimir gradualmente as importações dos chamados produtos “insustentáveis”. Mas, as regras de importação são da responsabilidade da UE e não de cada país membro. E, para limitar o desmatamento importado, o governo francês está direcionamento à UE seu projeto focado em cultivos “insustentáveis” de soja, óleo de palma, carne bovina, cacau, borracha, madeira e derivados. “Esperamos que uma decisão europeia seja tomada em fevereiro de 2019”, disse François de Rugy, Ministro de Transição Ecológica e Solidária. A UE também deverá definir a característica “sustentável” ou não dos produtos agrícolas e leva-los em consideração durante negociações comerciais bilaterais.
É necessário ainda, que as decisões europeias não sejam influenciadas por certos lobbies de produtores agrícolas, nem por industriais que importam, principalmente, óleo de palma para biocombustíveis ou alimentos processados. Mesmo que tudo não esteja indo bem ao nível de UE, a França pretende usar recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para incentivar os agricultores a se engajarem em uma agricultura racional e sustentável, que não cause impacto no desmatamento. Para este fim a AFD tem um orçamento anual de 60 milhões de euros.
Criação de um “Rótulo” para produtos sustentáveis
A criação de um novo “rótulo”, que será finalizado em 2020, está sendo desenvolvido na França, com a cooperação de Organizações Não Governamentais (ONG), empresas e poder público. Além disso será criada uma plataforma de internet para mostrar aos consumidores quais são os bons alunos entre empresas importadoras e distribuidoras.
















