Importações de produtos lácteos, em setembro, alcançam novos patamares
São os maiores valores desde 2013, tanto em EqL, como em US$.

A
quantidade de produtos lácteos importados, em Equivalente litros de leite (EqL),
no mês de setembro de 2026, foi a maior da série histórica, para um único mês.
No acumulado do ano, superou em 14,8% o volume importado no mesmo período de
2025.
Setembro
não só atingiu o maior valor mensal já gasto com a importação de produtos
lácteos em um único mês, como também contribuiu para que no acumulado de
janeiro a setembro estabelecesse um novo recorde, superando 2023.
Os lácteos
NCM0402, grupo que abrange todos as variedades de leite em pó, foi responsável
por grande parte desse resultado. No mês de setembro a categoria representou
67% de tudo o que foi importado, em EqL, tendo crescido 14,9% na comparação
interanual.
Em
valores, a participação da categoria foi de 58% no mês de setembro. No
acumulado do ano representou 64% de tudo o que foi gasto com a importação de
lácteos, crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025. Isso ocorre
mesmo depois que diversos estados proibiram a importação de leite em pó para reidratação
e a Câmara dos Deputados ter aprovado os PL 4309/2023 e PL 5738/2025, que proíbem
indústrias e laticínios de reconstituir leite em pó de origem importada para vende-lo
como leite fluido ou se utilizado para a fabricação de derivados no território
nacional.
Os
Queijos (NCM0406), representaram 29% de todos os lácteos importados de janeiro
a setembro, em EqL. Se as importações de produtos da categoria NCM0402 mudaram
de nível a partir de 2023, a dos Queijos começou em 2024. Mostrou uma certa
moderação em 2025, mas, somente em janeiro e fevereiro de 2026 houve redução na
comparação interanual. Os percentuais de aumento chegaram a 60% em julho e
62,4% em setembro.
Em
dólares, o crescimento percentual foi menos acentuado no início do ano, mas depois
ficou oscilando em torno de 30%. Em setembro chegou a 32,7% de crescimento na
comparação interanual, e o valor importado de US$ 38,6 milhões é um recorde
para um único mês.
E para
onde estão indo esses produtos?
O maior
estado importador, tanto de Leite como de Queijo é o estado de Rondônia.
No mês
de setembro de 2026, Rondônia absorveu 33,5% do volume total de leite em pó
importado. São Paulo veio em seguida com 23,3% e Rio Grande do Sul com 16%. O
restante foi pulverizado entre 8 estados. No acumulado do ano os dois
principais estados importadores, Rondônia e São Paulo absorveram 30,3% e 28,9% das
toneladas de leite em pó internalizadas. Tiveram alguma participação significativa
o Espírito Santo (12,5%); Rio Grande do Sul (11,2%); Minas Gerais (8,5%). As
toneladas restantes foram distribuídas em 11 estados diferentes.
O volume
de Queijo importado no mês de setembro foi principalmente para Rondônia (35,3%),
Pernambuco (20,4%) e São Paulo (17,0%). No acumulado do ano, Rondônia adquiriu
28,7%, de todo o Queijo importado no período, vindo em seguida São Paulo com
20,5% e Pernambuco com 10,3%. Também participaram de forma relevante, Santa
Catarina (7,4%); Maranhão (7,1%) e Paraná (6,6%).
Em dólares,
Rondônia e São Paulo lideram as compras de leite em pó, com percentuais de
32,7% e 23,4%, respectivamente, no mês de setembro. No acumulado do ano, as
participações mais significativas foram: Rondônia, 29,7%; São Paulo, 29,3%;
Espírito Santo, 13%; Rio Grande do Sul, 11,6% e Minas Gerais, 8,1%.
Setembro
foi o mês com maior dispêndio de divisas com a importação de Queijo, em 2026. Rondônia
foi responsável pelo maior percentual de participação (34,7%) em uma liderança
solitária. São Paulo e Pernambuco surgem em um segundo bloco com participações
de 19,2% e 19,0%, respectivamente. Os 27,1% restantes foram para 9 estados.
Os
lácteos importados pelo Brasil são oriundos, predominantemente do Cone Sul do
Continente. A Argentina foi responsável por 64% de toda importação de lácteos
realizada de janeiro a setembro, e o Uruguai tem uma cota de mercado de 23%.
Fonte: SECEX/MDIC
















