Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Globalização E Mercosul Selectus nº 6503

Especialistas concordam que sem desenvolvimento rural será difícil a segurança alimentar

Segurança alimentar – Números pouco alentadores do Chile, da América Latina e do mundo inteiro foram apresentados no seminário “Segurança e soberania alimentar a partir da Agricultura Familiar”, atividade organizada pelo Instituto de Pesquisas Agropecuárias (INIA), no Chile, que reuniu representantes de instituições do setor agropecuário nacional e internacional, e deixou registrada a necessidade de estabelecer apoios conjuntos para impulsionar a produção de alimentos, que em sua maioria, estão nas mãos da Agricultura Familiar (AF).

Fonte: Fonte: Mundo Agropecuario – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Disiana Caballero on Unsplash
Especialistas concordam que sem desenvolvimento rural será difícil a segurança alimentar

Desde 2015, os problemas de insegurança alimentar aumentaram no mundo, sendo ainda mais complexos na América Latina. Romina Ordoñez do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e palestrante no encontro, mencionou a presença da Covid-19 na deterioração dos números, indicando que no triênio 2018-2020, 27,6% da população mundial sofreu com insegurança alimentar moderada ou grave, percentual que na América Latina subiu para 34,8%, enquanto que no Chile alcançava 17,9%, ou seja 3,4 milhões de pessoas.

O preocupante, explicou a especialista do BID, é a tendência de alta em todo o mundo, o que implica que hoje as cifras podem ser piores, uma vez que agora o cenário conta com a guerra na Ucrânia. A boa notícia é que a América Latina dispõe de alimentos suficientes para cobrir sua demanda, 118%, enquanto no Chile esse percentual sobe para 124%.

Diante de mais de 120 pessoas presentes no auditório, Ordoñez disse que a chegada da pandemia e da guerra, estabeleceram grandes desafios para o continente, entre os quais está manter a disponibilidade dos alimentos e aumentar o acesso a eles. Para isso, destacou a importância de realizar investimentos no setor agrícola e em todos os elos das cadeias de alimentos, e que devem ser adotadas políticas estabilizadoras de longo prazo e não somente em épocas de crises.

Sobre o assunto, a diretora nacional do INIA, Iris Lobos, enfatizou a necessidade de continuar produzindo alimentos, já que o cenário atual demonstra que “não existe mais tempo" e que é preciso trabalhar rápido. Afirmou que o INIA deve continuar desenvolvendo tecnologias que cheguem ao pequeno agricultor, porque “é ele a que leva alimentos para os lares do Chile. Por isso, é importante trabalhar em rede, valorizando o trabalho conjunto com as demais instituições do Ministério da Agricultura, já que o trabalho em equipe tem maior impacto”.

Soberania e Agricultura Familiar

O encontro contou também com representantes governamentais de Agricultura das regiões de Ñuble, César Rodríguez, e de Biobío, Pamela Yáñez; do diretor regional do INIA, Marcelino Claret; e diretores dos serviços do agro de ambas as regiões.

Diante desta plateia, a representante do Escritório de Estudos de Políticas Agrárias (Odepa), Karina Cusa, disse que o mundo atravessa uma situação inflacionária complexa e com um grande desafio para disponibilizar alimentos. Ressaltou a necessidade da soberania alimentar, em seu ponto fundamental que é reconhecer o direito à alimentação e junto com ele, a preservação dos recursos naturais; o patrimônio social, cultural e territorial; a geração de alimentos; e a inocuidade e qualidade dos mesmos, entre outros.

Sublinhou que não basta a soberania alimentar, se não houver soberania nesta matéria, destacando a importância da Agricultura Familiar.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients