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ILC tem deflação em setembro

ILC - O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (ILC) voltou a registrar deflação no mês de setembro.

Fonte: Fonte: Sistema Farsul | Foto de capa: Imagem de Myriams-Fotos por Pixabay
ILC tem deflação em setembro

Mesmo com a renovação da expectativa em relação a oferta internacional de milho para a safra 2023, feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que fez o preço do grão voltar a subir, houve forte queda na cesta de insumos de fertilizantes (-10) e de combustíveis (-6). Esse panorama contribuiu para uma queda de 0,44% no ILC no último mês, conforme relatório divulgado pela Farsul nesta quarta-feira (26/10).

As projeções de safra recorde de soja no Brasil realizadas pelo USDA pressionam os preços do grão para baixo, o que acaba por equilibrar o aumento no valor de milho na cesta de concentrado. Pelo segundo mês consecutivo, insumos como sal minera, energia elétrica e ureia, voltaram a ter alta, suavizando novamente a deflação do mês.

No acumulado do ano, o ILC apresenta alta de 0,28% até setembro. O resultado está alinhado com o do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), também medido pela Assessoria Econômica da Farsul, que registra deflação de 2,46% no mesmo período, tendo quatro meses de deflação consecutivos.

No acumulado em 12 meses, o ILC registrou alta de 5,06%. "Não observamos uma mudança significativa, porém notamos que a diferença entre o indicador e o IPCA diminuiu. Esse estreitamento da diferença entre IPCA e ILC acaba dando uma aderência interessante do indicador as expectativas macroeconômicas que observamos nos agentes de mercado", aponta o relatório.

"Mesmo com uma taxa Selic elevada e uma perspectiva interessante de deflação no final do ano para a cesta de insumos, devemos fazer uma ressalva importante. Já vimos um movimento de alta em alguns insumos em agosto e setembro. Os combustíveis devem voltar a subir com a diminuição da produção de petróleo pelos países da OPEP, o que pode encarecer também os fertilizantes. Então, um quinto mês de deflação nos parece improvável, uma vez que, a expectativa é de retomada de crescimento econômico para o último trimestre do ano", conclui o documento.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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