Operação deflagra adulteração em manteiga produzida com gordura vegetal
Adulteração - Nesta quinta-feira, 20 de outubro, a operação “Alcanos” mobilizou a Polícia Federal (PF), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério Público Federal (MPF) em investigação que identificou a produção de manteiga adulterada com gordura vegetal, que é utilizada na fabricação de margarina.

A fraude resultou em lucro de mais de R$ 12 milhões à empresa investigada, entre 2021 e 2022.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nas cidades de Pouso Alto e Itamonte, no sul de Minas, e em Taboão da Serra e Itaperecerica da Serra, municípios paulistas. A operação “Alcanos”, nome que se refere à utilização da hidrogenação da gordura vegetal (que resulta no elemento químico chamado alcano) no lugar do creme de leite, teve como alvo a marca “Real da Fazenda” que pode ser encontrada em supermercados de Belo Horizonte e de sua região metropolitana.
Derivada do leite de vaca, a manteiga deve ser composta exclusivamente por gordura láctea. Ao fabricar “manteiga” a partir de óleo vegetal a empresa praticou “infração sanitária grave”, de acordo com o MPF, além dos crimes de falsificação ou adulteração de substância ou produtos alimentícios e utilização indevida de selo ou sinal público.
Segundo o MPF, o Mapa tenta realizar inspeções na unidade de produção da empresa desde a concessão do registro no SIF (Sistema de Inspeção Federal), mas não conseguiu “devido a obstáculos criados pelos empresários”. Quando os fiscais do Mapa começaram a lavrar autos de infração contra a empresa, os servidores passaram a receber ameaças.
Sem conseguir acesso à fábrica para realizar as fiscalizações, foram recolhidas amostras do produto nos próprios mercados e enviadas aos laboratórios para análise. Além da adulteração foi encontrada utilização de ácido sórbico/sorbato, conservante proibido pelo Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Manteiga, e a presença de coliformes totais e fecais.
O Mapa determinou que os produtos fabricados pela empresa investigada sejam recolhidos do mercado.
















