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Destaque Selectus nº 6470

Argentina – Perspectivas do Setor Leiteiro

Produção/AR – Setembro foi outro mês seco no oeste de Buenos Aires, assim como nas demais bacias leiteiras, mantendo a superfície do solo com déficit de umidade e reservas bastante baixas.

Fonte: Caprolecoba - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Jennifer Coffin-Grey on Unsplash
Argentina – Perspectivas do Setor Leiteiro

No dia 18 caíram algumas chuvas irregulares e escassas, que cobriram com uns 20mm de água algumas regiões em torno de La Pampa, 5-15 mms em outros casos, e em grande parte da região, nada.

A previsão do Serviço de Meteorologia (SMN) para o trimestre SET-OUT-NOV na Bacia Oeste de Buenos Aires é de chuvas normais e temperaturas acima do normal.

Quanto maior a produtividade, maior a rentabilidade, mais capacidade de investimentos e crescimento. Ok, mas muitos fatores estão envolvidos e complicam a gestão produtiva de uma forma evitável e inevitável. Há meses “a seca reduziu as forragens. Obtivemos menos silagem e a que tínhamos foi consumida muito rápido. “A relação dos preços do  milho e da soja pioraram muito. O “dólar soja” encareceu os concentrados e agravou a situação. Os direitos de exportação (DEX) e controles arbitrários interferem no fluxo de preço ao produtor. A macroeconomia continua instável. Conclusão: Este ano não poderemos crescer.

Um cenário que já vimos: no 1º semestre o preço do leite acompanha com vantagem a inflação e ganha com o atraso cambial. Mas, no 2º, perde terreno frente a ambos e complica +/- as fazendas leiteiras, segundo a disponibilidade de pasto e reservas que sobraram. Acontece que este ano chegamos com seca, forragens reduzidas, reservas consumidas, milho sem semear, uma previsão de La “niña” até o final do ano, e ainda tivemos um “dólar soja” na cabeça.

“Dólar soja”: Precisamos de apenas um dólar para todos e não prorrogar esta medida

Um dia, sem aviso prévio, o país soube que o governo havia estabelecido uma desvalorização parcial, criando um novo dólar que iria existir até 30 de setembro. A história é conhecida, mas é preciso esclarecer que a medida agravou a crise dos custos que as fazendas leiteiras vinham enfrentando, e encareceu mais ainda os concentrados usados na alimentação das vacas, complicando as negociações de arrendamento de terras, que são cotadas em soja/ha. (A metade da produção de leite da Argentina é exercida em terras arrendadas). O governo e a opinião pública precisam saber que os produtores de leite não estão em condições de absorver as consequências desta medida, mas sim, podemos ajudar a ampliar a geração de divisas para o país, desde que o “dólar soja” acabe mesmo em 30/09, não seja prorrogado e que todas as atividades trabalhem com apenas um dólar.  

Este foi o boletim de setembro da Bacia Leiteira do Oeste da Província de Buenos Aires (Caprolecoba).

Acesse aqui a matéria na íntegra

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