Variação do preço do leite e lacteos
Leite longa vida - o preço do leite longa vida está em destaque nos principais noticiários e meios de comunicação no mês de julho.

Durante este mês, o leite longa vida tomou a cena de diversos jornais locais e nacionais devido à sua inflação de aproximadamente 22%. A inflação do leite longa vida (22,27%) puxou a categoria de alimentos e bebidas, atingindo 1,16% de inflação. O requeijão (4,47%), manteiga (4,25%) e queijo (3,22%) foram os derivados do leite que também apresentaram inflação alta comparada aos demais produtos.
Os leites e derivados acumularam 33% de inflação nos últimos 12 meses, perdendo apenas para tubérculos, raízes e legumes, no ramo de alimentos e bebidas.
Para conhecer o cenário geral do mês de julho, que foi a menor taxa do ano, leia a notícia: IPCA-15 foi de 0,13% em julho.
Os índices de inflação refletem o que acontece na média em um determinado momento, nos preços ao consumidor, isso é um fato, mas a grande imprensa não evidencia as diversas realidades de custos existentes ao longo da cadeia produtiva do leite e de lácteos. Por exemplo, os custos elevados para o produtor nos últimos tempos e a pressão desse custo para as agroindústrias absorverem.
Portanto, mesmo com o aumento do preço ao consumidor, as margens das indústrias de laticínios resultantes são insuficientes, já que por sua vez, tem seus próprios custos de processo que impactam absurdamente nos últimos tempos. Não só o preço ao produtor (preços ao produtor podem subir mais de 15% em julho), mas também, custos como: energia, não só pelo alto custo unitário, mas também, pelo fato que as legislações higiênicos sanitárias em vigor exigem elevadíssimos gastos de energia para se processar leite e lácteos; sistemas de logísticas onde quase todos funcionam movidos a Diesel; embalagens, que também repassam pontualmente seus custos; e não se pode deixar de levar em conta o mark up do grande varejo.
Fonte: Terra Viva
















