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China – O crescimento de 5,5% do PIB é possível

PIB/China – A China tem capacidade para cumprir o objetivo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,5%, uma vez que o país tem amplo espaço nas políticas macroeconômicas para acomodar as pressões de curto prazo, asseguram analistas e assessores políticos.

Fonte: Fonte: PeopleDaily – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Javier Quiroga on Unsplash
China – O crescimento de 5,5% do PIB é possível

Também informam que o país deveria intensificar os esforços para solidificar a base para um desenvolvimento de longo prazo de alta qualidade mediante o fomento de novos motores de crescimento, como a inovação tecnológica, ao mesmo tempo que se abstenha de estímulos que possam piorar as estruturas econômicas.

“De fato, existem desafios em termos de cumprir com o objetivo do crescimento do PIB este ano, mas ainda se pode conseguir através dos esforços”, disse Liu Shijin, vice-diretor do Comitê de Assuntos Econômicos do Comitê Nacional de Consultoria Política do Povo Chinês.

As políticas macroeconômicas se ajustarão no curto prazo aos ventos contrários, ao mesmo tempo que impulsionarão estruturas emergentes, como os grupos de cidade, a economia digital e a transição verde, que também desempenharão um importante papel para a economia, destacou Liu.

O Banco Popular da China (PBOC, sigla em inglês) anunciou que mais de 1 bilhão de renminbi (US$ 158.300 milhões) serão repassados ao Ministério das Finanças para estabilizar a economia, depois que o Boletim do Trabalho do Governo estabeleceu o objetivo de crescimento do PIB para este ano em torno de 5,5% e promete mais medidas em favor do crescimento.

Wang Tao, economista chefe do UBS Investment Bank, detalhou que, graças a uma possível maior flexibilização das políticas fiscais e monetárias, se espera que a economia chinesa atinja o objetivo de crescimento ao expandir-se 5,4% na comparação interanual.

A política fiscal se torna mais proativa, levando em conta recursos extra-orçamentários, incluída a liberação do PBOC, e a relação déficit/PIB este ano pode alcançar 7,2%, ou seja 2% superior ao do ano passado.

Além disso, fica espaço para que o PBOC reduza o coeficiente de reservas obrigatórias para impulsionar a expansão do crédito, assegura Wang. Já que é provável que os aumentos de preços da energia devido às tensões geopolíticas sejam transitórias e, portanto, tenham um impacto limitado na política monetária.

O crescimento no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da China, o principal indicador de inflação, em fevereiro se manteve em 0,9% na comparação interanual, o mesmo que em janeiro, pois a queda de preços da carne suína compensou o aumento de preço do petróleo, observou o Escritório Nacional de Estatísticas.

Yu Yongding, economista da Academia de Ciências Sociais da China, insistiu que para conseguir o objetivo de crescimento deste ano o governo deve adotar políticas fiscais e monetárias mais expansivas.

“É sensato expandir o gasto fiscal para impulsionar os investimentos em infraestrutura, um amortecedor chave contra a desaceleração dos investimentos imobiliários”, afirmou Yu.

Ainda que reconheçam o amplo espaço nas políticas macroeconômicas, os analistas advertem contra qualquer estímulo que possa interromper o desenvolvimento de longo prazo, e que se firmem na aceleração da melhora econômica em áreas de crescimento sustentável.

Liu pediu medidas para incentivar os impulsionadores estruturais abordando os elos fracos da economia real, incluindo o aumento da eficiência de indústrias fundamentais, apoio à população de renda média e fortalecimento da pesquisa e desenvolvimento em áreas científicas básicas.

Com o potencial dos impulsionadores estruturais realizados, é possível que a China mantenha um crescimento econômico sustentável e de alta qualidade de uma taxa média não somente este ano, mas durante todo o período do XIV Plano Quinquenal (2021-2025), concluiu Liu.

Zhang Ying, presidente do Dassault Systemes Greater China, considera que a companhia francesa de software industrial é otimista sobre o mercado chinês, já que a nova infraestrutura e a inovação tecnológica continuam acima dos esforços de estabilização do crescimento do país.

“Acreditamos que uma China mais aberta impulsionará sua própria economia ao mesmo tempo que dará contribuições essenciais para a recuperação econômica mundial”, concluiu Zhang.

Ouyang Shijia contribui com esta reportagem.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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