Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da CATI Regional Tupã, disponibiliza on line capacitação para cadeia leiteira
Cadeia leiteira - Cerca de 350 pessoas participaram da capacitação oferecida nos dias 9 e 10 de dezembro pela CATI Regional Tupã em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Projeto Kamby.
Foi o VI Encontro e os temas das palestras versaram sobre o custo de produção e dicas para alimentação em períodos de estiagem, uma realidade que foi bem presente durante este ano e, é claro, se refletiu também no custo de produção.
No ano passado o Encontro teve participantes do Uruguai e Argentina e este ano também contou com a participação de interessados de outros estados e também do exterior. O Encontro foi voltado não só aos pecuaristas, mas também àqueles que se interessam ou têm alguma atividade na cadeia leiteira.
“A produção leiteira é pulverizada, praticamente todo município tem produção de leite no Brasil e não é diferente em São Paulo. Os pequenos produtores acabam produzindo uma grande quantidade de leite, inclusive com aumento no número da produção nos últimos anos, isso se deve à crescente tecnificação dos produtores. Essa tecnificação vai desde a nutrição do gado, passa pela ordenha e vai até o resfriamento do leite a ser entregue aos laticínios”, explica o zootecnista Rodrigo Luís Lemes, diretor da CATI Regional Tupã e um dos organizadores dos Encontros.
Rodrigo Lemes frisou que a CATI orienta os produtores em Boas Práticas para que tenham melhor qualidade e citou as linhas de crédito, tanto do Fundo de Expansão da Agropecuária Paulista (Feap), como o Custeio Emergencial, quanto do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destinado a um público específico, os agricultores familiares responsáveis por grande parte da produção leiteira.
Segundo Lemes, no cenário atual, 70% do custo de produção do leite fica na nutrição, e, primordialmente, é preciso trabalhar em relação a esse custo. “A margem hoje está muito pequena em função do alto custo dos insumos que subiram muito durante a pandemia. Aliado a este cenário, houve uma estiagem prolongada que exigiu muito planejamento por parte do produtor para não faltar alimento para o gado e foi preciso, também, investir em ração e muitos não tiveram rentabilidade, alguns empataram e outros perderam dinheiro. Por este motivo estes temas foram escolhidos, para auxiliar o produtor no planejamento do seu investimento para que possa continuar na atividade”, frisa Rodrigo Lemes.
O leite alimenta um mercado grande porque além do leite in natura muitos têm procurado agregar valor com a oferta de derivados do leite, como queijos, iogurtes e outros produtos. Essa tem sido uma tendência e estamos incentivando a que os produtores legalizem estas atividades via Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e/ou Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA) que permite a comercialização em território nacional. São paulo tem, ainda, o Serviço de Inspeção do Estado de São Paulo (Sisp) garantindo a comercialização desses produtos dentro das fronteiras do Estado.
















