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Especiais Selectus nº 6171

Fonterra mantém centro de inovação em lácteos 

Fonterra - Poucas vacas e mais idosos oferecem oportunidades promissoras para a Fonterra tanto em mercados maduros como emergentes nos próximos anos, através da extração de mais valor do leite cru.

Fonte: Fonte: Dairy Global – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Christina Maiia on Unsplash
Fonterra mantém centro de inovação em lácteos 

O Diretor Executivo, Miles Hurrell disse que a empresa terá de agora em diante crescimento mínimo na oferta de leite, e analisa com mais critério onde estão as oportunidades de seu portfólio em termos de produtos e mercados.

“É hora de abrirmos nossas mentes para isso”, disse Hurrell. A redefinição da estratégia da cooperativa em 2019, depois de um período em que buscou produzir leite pelo mundo, deixou claro que “nem todo leite é igual”. Decidimos então manter nosso leite, e não colocar nossa marca em tudo. Vamos nos concentrar no ouro bracno que temos na Nova Zelândia”, disse ele.

E uma área na qual nosso leite se enquadra perfeitamente, é o rápido crescimento da população idosa (mais de 65 anos) que buscam mais proteína em sua dieta.

Enquanto os ganhos no setor de foodservice caem acentuadamente na China, o mercado de proteínas, hoje, assim como aconteceu nos Estados Unidos, Europa e Japão, cresce significativamente à medida que a proporção de idosos aumenta.

Aaron Fanning, gerente de ciências da Fonterra, disse que até 2050 o número de pessoas com mais de 65 anos de idade no mundo será o dobro, atingindo cerca de dois bilhões de pessoas.

“Existe uma perda média de massa muscular de 1% a cada ano de 40 a 50 anos, devido à falta de exercícios. Os laticínios constituem uma fonte de proteína concentrada que podem compensar parte dessa perda”, disse Fanning.

Estima-se também que um terço das pessoas acima de 65 anos podem ser consideradas desnutridas, um fator que quase triplicou o número de internações por 100.000 habitantes de pessoas acima de 85 anos, em comparação com as de 65 a 80 anos.

Os suplementos de proteínas concentradas estão no centro das preocupações da equipe de pesquisa da cooperativa nos últimos anos, e o suplemento SureProtein, marca registrada da empresa, foi desenvolvido especificamente para esse mercado. 

Com palatabilidade duas vezes superior aos concorrentes, ele passou a ser incorporado a suplementos dietéticos vendidos por indústrias europeias de nutrição médica.

A etapa para incorporar ingredientes patenteados e registrados, em vez de criar uma nova marca, repercute no desenvolvimento dos produtos da cooperativa.  

Tecnologia, Propriedade Industrial (IP) e técnicas começam a desempenhar um papel maior na receita da cooperativa, em vez de instalações em novas fábricas no exterior.

O chefe de estratégias e inovação, Mark Piper, disse que a proteção de IP, tecnologias e ciência desenvolvidas pela empresa tornou-se um segredo corporativo.

“No caso de patentes, não há nada que impeça uma pessoa olhar e ver o que está por trás. Os segredos comerciais são igualmente valiosos e protegidos. Trabalhamos muito para comercializar nossa IP, e ao mesmo tempo para protegê-la. Não há barreiras comerciais para IP, ao contrário do produto físico, em alguns mercados”, disse Piper.

Os royalties de IP e ingredientes tornam-se realidade, incluindo o composto de proteína da bebida kumara “grass-fed”,[alimentada a pasto], vendida na Coreia do Sul.

O revolucionário processo da muçarela desenvolvido pela Fonterra em Clandeboye, é fornecido para a metade da indústria chinesa de pizzas, e constitui um equilíbrio entre patentes e segredos industriais que nem mesmo o presidente-executivo tinha conhecimento.

A tecnologia na fábrica também é muito protegida, havendo contratos com múltiplos fornecedores de componentes, de forma que nenhum deles tenha acesso à linha completa.    

Hurrell disse que novas oportunidades crescem na China, para a demanda de queijos cremosos, enquanto nos bloqueios estabelecidos para conter o Covid-19, desenvolvemos queijos que mantivessem suas características durante o longo tempo de entrega.  

“A China é líder em padarias de alto padrão, e o resto do Sudeste Asiático está um pouco atrás”, disse ele.

Ele diz que a cooperativa considera a formulação de misturas híbridas de leite de vaca e vegetais como uma escolha de saúde futura para os consumidores e vê uma boa oportunidade de crescimento no setor orgânico. Ele também reconheceu que as ovelhas leiteiras agora são outra fonte de proteína. “Mas não há dúvidas, ainda somos uma empresa de leite bovino”, disse ele.

Acesse aqui a matéria na íntegra 

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