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Especiais Selectus nº 6169

China – A produção de leite é acelerada

Produção/China – Na China foi acelerada a produção de leite. Depois de deixar para trás o escândalo da melamina de 2008 e haver chegado ao terceiro lugar na produção mundial de leite, os generosos subsídios públicos e um preço ao consumidor em torno de dois dólares o litro, criaram as condições para grandes objetivos de produção.

Fonte: Fonte: OCLA - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Yang Shuo on Unsplash
China – A produção de leite é acelerada

O novo hábito de comer queijo para as crianças e a ênfase nos benefícios para a saúde do leite durante a pandemia contribuíram para esta dinâmica.

Assim são construídos novos estábulos que, sem dúvida, devem ficar cheios de vacas e aumentar a procura de comida para alimentá-las. Aqui está o problema. A recuperação do preço dos cereais, e o crescimento das importações de leite e produtos lácteos são fenômenos significativos pelo fato de que a produção nacional chinesa cobre somente 70% da demanda, apesar do consumo anual per capita de 6,8 litros estar bem longe dos quase 50 litros de consumo dos Estados Unidos da América (EUA).

Mas a escassez de terra e água são obstáculos difíceis de serem superados. Quanto à dinâmica das empresas que querem incrementar a produção de leite, existem casos de destaque como da Modern Dairy que pretende ter 500.000 vacas mais nos próximos cinco anos, ou a Bright Dairy de Xangai que prevê a construção de quatro novas fazendas leiteiras para abrigar mais 31.000 vacas de leite que irão se juntar às 66 mil já existentes. No total, estima-se que sejam necessárias 1,35 milhões de vacas para satisfazer este frenesi de produção.

O problema é: Onde conseguí-las? Estima-se que nos próximos dois anos a China poderá ter 500.000 novas vacas; outras 400.000 poderão ser importadas, se continuar o ritmo atual, especialmente da Austrália e da Nova Zelândia.

Existem dificuldades associadas com o transporte de animais, com a adoção de normas mais rígidas pela Nova Zelândia. Chile e Uruguai poderão ser outras fontes, mas é preciso superar as dificuldades da distância. Portanto, Brasil, EUA e União Europeia (UE) poderão converter-se em mercados de abastecimento para fornecimento de animais para a China. Mas continua existindo o problema da alimentação animal, não somente cereais, mas também forrageiras.

O mundo dependerá da China? Estas dinâmicas adicionais/interdependentes são muito difíceis de compreender. Mas, evidentemente, diante de algo tão forte, unidos, mas também inescrutável, será necessária muita coesão e determinação. Seremos capazes disso?

Acesse aqui a matéria na íntegra

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