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Especiais Selectus nº 6166

EUA – As exportações podem sustentar os preços do aumento da produção

Produção/EUA – A produção de leite dos Estados Unidos da América (EUA) continua crescendo, uma tendência que pode continuar derrubando o preço do leite ao produtor este ano.

Fonte: Fonte: Dairy Herd - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Michael Pujals on Unsplash
EUA – As exportações podem sustentar os preços do aumento da produção

O Departamento de Agricultura (USDA) prevê que a produção crescerá tanto em 2021, como em 2022, impulsionada pelo aumento do número de vacas. Como resultado, a agência reduziu a previsão do preço do leite Classe III e de todos os leites, embora tenha expectativa de que as diversas classes de tenham os preços mais elevados no ano que vem.

“A preocupação surge quando os custos de alimentação sobem, e o preço do leite ao produtor cai”, disse o economista Scott Brown da Universidade do Missouri. “E certamente a indústria de laticínios tem a opção de reduzir os preços à medida que for chegando ao final do ano”.

Brown diz que o crescimento das vacas de leite nos EUA está em ritmo acelerado, e isso pode continuar ao longo de 2021.

“É mais forte do que o esperado, em termos da produção geral de leite nos EUA este ano”, afirma Brown.

“Estamos em uma situação difícil nos mercados de lácteos, pois acabamos de sair de um período de fortes preços do queijo, impulsionados pelas cotações internacionais, e alguma recuperação do Covid-19”.

A última previsão do USDA reduziu os preços dos queijos em decorrência dos estoques maiores, tendência decorrente da queda na demanda doméstica este ano. Brown disse que 2020 pode ter sido o ponto alto da demanda de queijos, especialmente se considerarmos quantos consumidores mudaram a opção de alimentação no domicílio para comer fora. A demanda por pizza entregue em casa foi talvez a mais forte opção em 2020”, disse Brown. “Situação difícil de ser repetida em 2021”.

Entre a demanda de exportação e a demanda doméstica, Brown acredita que esta última apresenta maior risco para 2021.

“Por outro lado, estou um pouco mais otimista de que a demanda mundial continue crescendo. De certa forma, os EUA lideram a recuperação do Covid-19, e alguns outros países estão mais atrasados em relação a nós. No entanto, enquanto esses países se recuperam, a demanda pode aumentar. E isso pode representar fatias de mercados para o queijo e outros produtos lácteos”, explicou Brown.

No último relatório o USDA reajustou para mais a demanda de exportação de lácteos, tanto para a categoria de manteiga, quanto de sólidos.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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