Demanda de lácteos veio para ficar
Demanda/NZ – A forte demanda por lácteos deve continuar à medida que a economia global se recupera dos efeitos da pandemia do Covid-19, disse o gerente operacional da Fonterra, Fraser Whineray.

Essa demanda inclui o mercado da cooperativa na China, que absorve um terço dos sólidos do leite por eles produzidos, disse Whineray em conferência proferida para 100 produtores, em Lago Karapiro, perto de Cambridge.
“Os segmentos aos quais estamos ligados estão muito bem economicamente”, continuou ele.
Isso foi auxiliado pelo governo chinês, que recomendou a crianças, idosos e grávidas aumentarem o consumo diário de leite de 300 para 500 gramas, como uma forma de reforçar o sistema imunológico durante a pandemia do Covid-19.
“São somente 200 gramas, mas, para milhares de pessoas”, disse ele.
Iogurtes e produtos probióticos são os produtos chave. No ano passado as vendas aumentaram seis vezes. O consumo da vitamina C da fruta kiwi também teve um desenvolvimento semelhante na China.
A pandemia pressionou a cadeia de abastecimento, congestionando o transporte marítimo, à medida que mais pessoas ficavam em casa e gastavam seu dinheiro em itens de consumo.
“Todo este movimento acontece simultaneamente em todo o mundo, esgotando a capacidade do transporte marítimo”, disse ele.
O custo do envio de mercadorias entre China e Estados Unidos, e China e Europa aumentou seis vezes.
Felizmente, disse ele, a Fonterra faz parte de um grupo de exportadores da Nova Zelândia que transporta um terço de seus contêineres através da gigante global Maersk.
A pandemia apresentou tanto riscos como oportunidades para a indústria de laticínios, refletindo a forte previsão de abertura da nova temporada, que acrescentará NZ$ 14,5 bilhões na economia local, procedente do setor lácteo.
Ele recomendou cautela aos agricultores, dizendo que a estação é longa e que as condições podem mudar.
“Há uma forte e boa demanda, mesmo para o humilde leite em pó integral (WMP)”, disse ele, negando chamar o WMP de commodity.
“Menos de 2% do leite mundial é transformado em WMP. Ele é atualmente um nicho da Nova Zelândia. Envolve muita propriedade intelectual que continua sendo desenvolvida e que é muito difícil para nossos clientes replicar isso em escala”, disse ele.
O sabor do WMP da Nova Zelândia é único e diferenciado por causa do sistema de pastagens. Sua menor pegada de carbono é um diferencial.
Aumenta o número de grandes clientes que observam as credenciais de pegadas de carbono e o bem estar animal dos produtos lácteos. O Plano Ambiental das Fazendas (FEPs) e a diferenciação do pagamento do preço do leite pela cooperativa ajudaram a Fonterra a responder essas questões.
“É por isso que ele pode ter um preço diferenciado, às vezes até US$ 300 a mais no preço da tonelada em relação ao mesmo produto da Europa. Isso é possível quando são efetuados testes em laboratórios”, disse ele. “Por isso eles pagam quase 10% a mais. Grande parte desse diferencial vem de nosso desempenho em produzir com baixa emissão de carbono”.
A produção de leite e a agricultura da Nova Zelândia são reverenciadas por muitos dos clientes da Fonterra na Ásia, considerado um lugar puro para obter nutrição de alta-qualidade, graças aos outdoors da Anchor.
Whineray acredita que a imagem que as pessoas têm da Nova Zelândia, é a dos outdoors, e quando eles chegam aqui, não acreditam que as imagens são reais.
















