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GPA vai explorar outras plataformas de entrega além do James Delivery

Plataforma de entrega - O GPA informou hoje, em teleconferência com analistas sobre resultados no quarto trimestre, que deixará de utilizar apenas o James Delivery na entrega final ao cliente e irá explorar outras plataformas. Ontem, a empresa fechou as primeiras operações de venda pelo Rappi, disse o presidente do braço de varejo, Jorge Faiçal.

Fonte: Fonte: Valor Investe | Foto da capa: Pixabay
GPA vai explorar outras plataformas de entrega além do James Delivery

“Compramos o James Delivery para focarmos nele, mas o mercado ficou competitivo com muitos investimentos no setor e mudamos nossa estratégia e estamos indo para plataformas mais colaborativas e indo para outras plataformas, além do James”, disse ele.

A intenção inicial da empresa era espalhar a operação de James pelo país, sediada no sul do país, para o resto do país. Por isso, o GPA abandonou o Rappi em 2018, cancelando o contrato. Naquele ano, a plataforma fechou um acordo com o concorrente direto do GPA, o Carrefour, meses após o GPA tomar a decisão de focar só no James.

A abertura do GPA é uma mudança de foco e pode ser uma medida tomada para acelerar ritmo de entregas da empresa.

Além disso, Faiçal disse que a empresa irá operar em marketplaces (shopping virtual) estabelecidos no país, e citou diretamente o Mercado Livre. “Vender no Mercado Livre faz parte da nossa estratégia”, disse.

No país, ainda há outras operações nesse setor, como Americanas.com e Magazine Luiza. Sobre a hipótese de fazer acordos com outras empresas de marketplace, Faiçal não deu detalhes.

“Não queremos ser o parceiro exclusivo dessas empresas, mas ser o grande parceiro. Temos escala nacional, 800 lojas que podem ser hub de distribuição e temos a experiência da entrega do produto fresh. Para isso você tem que ter a última milha. A exclusividade vamos conquistar, e não por em contrato”, afirmou.

Ele disse que o James vai pode trabalhar com outros supermercadistas que quiserem fechar acordo com GPA e usar a plataforma.

Faiçal disse que há um cenário de extrema volatilidade com o risco de toques de recolher no país, o que muda a operação noturna das lojas. “Há cidade que não se pode vender bebidase outras que fecharam até supermercados. Cenário está volátil”.

“Estamos muito cautelosos e estamos se preparando para esse quadro desde o terceiro trimestre para manter solidez de Ebitda que entregamos em 2020”.

A companhia ainda informou que o braço digital do GPA vendeu R$ 1,1 bilhão em 2020, 5% do total, ante 2% de participação em 2019.

Christophe José Hidalgo, diretor presidente interino, afirmou que o digital será mais priorizado em 2021.

Faiçal reforçou que a empresa tem como ambição ser um dos cinco maiores marketplaces generalistas, mas começará esse caminho focando em suas especialidades.

As vendas brutas do GPA no Brasil no braço de varejo cresceram 6,6%, para R$ 8,2 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 1,2 bilhão, versus perda de R$ 44 milhões um ano antes.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO.

Por Adriana Mattos, Valor — São Paulo

Acesse aqui a matéria na íntegra

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