Os impactos da Covid-19 na vida financeira da população
Vida financeira - A Serasa concluiu a sua primeira pesquisa feita após as medidas de restrição econômica e isolamento social, provocadas pela pandemia, e comprovou algumas dificuldades previstas para o segundo semestre deste ano.

Realizada com 358 pessoas de todo o País, com idades entre 18 e 74 anos (55% homens e 45% mulheres) - por meio de um sistema online de neuromarketing, que capta não apenas as intenções imediatas das pessoas, mas também as suas intenções não explícitas -, a pesquisa aponta para um cenário de dificuldades já em curso, que tende a causar problemas de curto, médio e longo prazos para uma parcela significativa da população de menor poder aquisitivo.
Grande parte dos que já perderam o emprego trabalhavam em pequenas (37%) e médias empresas (24%) e recebiam até dois salários mínimos. Esta perda atingiu, por tabela, famílias inteiras, em mais da metade dos casos.
Para enfrentar a situação, uma parte das pessoas desempregadas já está à procura de uma renda extra ou outro emprego, enquanto a maioria (91%) cogita fazer um empréstimo para conseguir pagar as suas despesas. O problema, neste caso, é que com a cobranças dos juros altos, a pessoa que não conseguir se recolocar no mercado a tempo pode futuramente complicar ainda mais a sua vida financeira.
Outro comportamento natural, em situações de crise, é o consumidor priorizar o pagamento de algumas contas e dívidas. E segundo o levantamento, comprar alimentos e pagar o consumo de energia, gás, água e celular são as prioridades atuais, conforme o ranking abaixo:

Lamentavelmente, o último lugar da lista ficou para o item educação, que é justamente um dos tópicos que poderiam ajudar a pessoa a se recolocar no mercado ou aumentar a sua renda. Mas mesmo sendo uma minoria, mais de 20% dos respondentes também colocaram as suas despesas com educação como prioridade. Ou, mesmo cortando os gastos com educação, não desprezam a sua importância, já que segundo a Secretaria de Educação do estado de São Paulo, a migração dos alunos do ensino médio privado para as escolas públicas aumentou mais de 10 vezes este ano.
Efeitos da pandemia
- O coronavírus afetou, de alguma forma, a vida financeira de 73% da população brasileira economicamente ativa;
- O desemprego aumentou 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado;
- 54% dos que perderam o emprego ganhavam menos de dois salários mínimos;
- 89% dos entrevistados dizem já haver queda na renda familiar;
- 1/3 da população que está desempregada busca a informalidade ou os trabalhos autônomos para se manter;
- 53% afirmam que todos da família perderam renda por causa da crise.
















