Caged: queda de vagas formais desacelera em maio, com 331 mil perdas
Vagas formais - O Brasil registrou 1.035.822 demissões de vagas formais em maio, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério da Economia.

Diante de 703.921 contratações no mesmo mês, o saldo ficou negativo em 331.901 empregos.
Desde o início da crise do novo coronavírus no país, mais de um milhão de empregos formais já foram perdidos.
Os números mostram que a deterioração do mercado formal em maio foi consideravelmente menor do que a registrada em abril, considerado por economistas o pior mês da crise, e quando a perda líquida do mercado formal foi de 860 mil vagas.
Já no mês de março, que teve só uma parte mais prejudicada pela pandemia, com o fechamento do comércio não essencial decretado depois do início da segunda quinzena, o saldo de postos formais perdidos foi de 240 mil.
Vagas formais
Desemprego ainda vai subir
Como, normalmente, o mercado de trabalho é o último a se recuperar de uma crise, quedas no saldo de empregos são esperadas até o fim do ano.
Dada a expectativa de retomada econômica em ritmo lento, as taxas dedesemprego podem chegar rondar 18% em dezembro, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre FGV).
A expectativa atual do Instituto está em 18,7%, mas esse número deve ser revisto para baixo amanhã (30), após a divulgação da taxa oficial de desoupação de maio, pelo IBGE.
O indicador leva em consideração números da pesquisa Pnad Continua e, diferentemente do Caged, trazem também a situação do emprego para o setor informal, numa análise mais ampla do mercado de trabalho.
“Notamos que a jornada média vai compensar boa parte da queda de atividade”, diz Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto.
















