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Setorial Selectus nº 5911

Mastite causa grandes perdas econômicas

Mastite - O Brasil tem uma produção de cerca de 34 bilhões de litros de leite e em uma atividade com variações como a leiteira qualquer fator significa perda.

Fonte: Agrolink
Mastite causa grandes perdas econômicas

A sanidade das vacas em produção é um fator fundamental. Entre os problemas as infecções intramamárias causam mal estar ao animal e refletem na produtividade.

A chamada mastite, se não tratada, pode resultar em perdas de até 15%, segundo pesquisadores do Departamento de Ciências de Laticínios da Universidade do Wisconsin-Madison. 

A médica veterinária e gerente técnica da MSD Saúde Animal, Vanessa Masson, explica que estima-se que existam mais de 100 tipos de bactérias que podem causar a doença. Até que seja combatida com o auxílio de antibióticos, o sistema imunológico da vaca trabalha para expulsar as bactérias intrusas. Neste processo, porém, elimina junto células produtoras de leite. “Essas células não são recuperadas e mesmo em início de lactação, o animal acaba apresentando redução na produtividade, ao longo de toda a lactação. Além disso, vale destacar que a vaca que teve mastite naquela lactação, fica mais propensa a ter a doença novamente, ao passo que quanto mais a cura demora para ocorrer, menor a chance de o animal desempenhar da forma mais adequada”, diz.

As perdas com a mastite não se limitam à quantidade de leite que deixa de ser produzido e ao volume descartado mas também impacta em custos com a mão de obra, medicamentos, orientação técnica e, no último caso, gastos associados à reposição do animal afetado. Existem dois tipos: a ambiental, geralmente a mais aguda, que acontece quando a vaca se infecta por um agente presente no ambiente; e a contagiosa, quando a transmissão ocorre de animal para animal, por exemplo, durante a ordenha. 

A detecção da doença pode ser feita com a contagem de células somáticas (CCS) e com o teste da caneca de fundo preto, o que permite observar a existência de infecção. “Retire os três primeiros jatos de leite de cada teto em uma caneca de fundo escuro e observe o seu aspecto. Se o leite estiver alterado, com presença de grumos, pus, amarelo ou aquoso, é sinal de mastite clínica”, informa Vanessa.

As estratégias de prevenção da doença incluem reforço da higiene nas rotinas de ordenha, como o uso de luvas, atenção na linha de ordenha (separar animais contaminados para serem ordenhados, após os sadios), o uso do pré e pós-dipping, entre outros aspectos importantes de serem observados. Também é primordial que os medicamentos estejam à disposição na propriedade para que o tratamento aconteça no momento da detecção da mastite clínica.

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