Consumo das classes C e D cai 12% na quarentena
Consumo das classes - A Superdigital, fintech do Grupo Santander com foco em inclusão financeira, fez um levantamento a respeito dos hábitos de consumo de seus clientes das classes C e D antes e durante a quarentena.

A pesquisa identificou que o consumo caiu, em média, 12% entre os consumidores desses segmentos. O levantamento da fintech mostrou mudanças relevantes em alguns gastos, principalmente com aplicativos de entrega, transportes, restaurantes, combustíveis, hotéis, entre outros.
De acordo com o diretor presidente da Superdigital, Felipe Castiglia, o levantamento aponta claramente que a quarentena alterou os hábitos de consumo das classes C e D. “O afastamento social acelerou a curva de adoção de novos costumes de consumo, introduziu o home office para as classes mais baixas, como call centers, por exemplo, e a digitalização veio com força. Para consumir online e para receber rendas extras e os próprios benefícios de governos municipal, estadual e federal, as pessoas tiveram que abrir contas digitais”, diz o executivo.
O levantamento dividiu as compras em três períodos: 15 de fevereiro a 15 de março (30 dias antes da quarentena); 16 de março a 15 de abril (30 primeiros dias da quarentena); e 16 de abril a 15 de maio (segundo mês de quarentena). Em Porto Alegre, os dados da pesquisa mostram que, entre o 1º e o 2º períodos, os clientes das classes C e D gastaram 23% a mais com estabelecimentos online, 33% a menos com restaurantes, 66% a mais com supermercado e 43% a menos com transportes. Já entre o 1º e o 3º períodos, os gastos desses segmentos subiram 49% com compras online, 33% a menos com restaurantes e 41% com supermercado, enquanto restaurantes e transportes caíram 38% e 58%, respectivamente.
Em todo o País, quando avaliados especificamente gastos em aplicativos, observamos um avanço significativo em apps de delivery (173%); e-commerces em geral (278%) e streaming (41%). Já gastos com aplicativos de transportes caíram 48%, enquanto que em redes físicas de fast food, o recuo foi de 64%.
A composição do gasto médio mensal também revela mudanças de comportamento: o gasto mensal com supermercados subiu de R$ 142 para R$ 170, enquanto no online o volume aumentou de R$ 113 para R$ 130. As quedas mais significativas ficam por conta dos setores de transportes (de R$ 86 para R$ 55) e combustíveis (de R$143 para R$ 96), quedas de 36% e 33%, respectivamente.
















