Eficiência reprodutiva é decisiva para melhorar a receita da atividade leiteira
Eficiência reprodutiva - A eficiência reprodutiva tem relação direta com o resultado técnico e financeiro da atividade leiteira.
Um dos principais indicadores zootécnicos que permite mensurar a eficiência reprodutiva do rebanho é o intervalo de partos. Esse indicador exprime o tempo transcorrido entre dois partos subsequentes de uma mesma vaca. Quanto maior for o intervalo de partos, menor será o número de crias produzidas por uma matriz e, consequentemente, o número de lactações durante sua vida útil. Dessa forma, o volume de leite produzido também será reduzido e o resultado será o comprometimento da receita gerada por cada animal.
Nesse sentido, tem-se como indicador ideal um intervalo de partos de doze meses, com um período de lactação de dez meses, atingindo-se, assim, uma composição de rebanho equilibrada com 83% do total de vacas em lactação. Na Tabela 1 é possível observar como tais indicadores influenciam a composição do rebanho.

Para demonstrar a importância da eficiência reprodutiva no resultado financeiro da atividade leiteira, foi realizada uma simulação, reduzindo-se o intervalo de partos de 16 meses observado na propriedade típica de Patos de Minas (MG) para 14 meses, mantendo-se o período de lactação em 12 meses. Com a diminuição no intervalo de partos, o número de crias produzidas durante uma vida útil média de oito anos das vacas, subiu de seis para sete bezerros.
Com isso, há, também, uma lactação a mais, de forma que a produção de leite durante toda a vida reprodutiva do animal registre acréscimo de 17%. Considerando que a cria adicional seja comercializada logo ao desmame por R$ 800,00 e que, em média, o preço do leite praticado no período seja de R$ 1,20/litro, no cenário de intervalo de partos de 14 meses, cada vaca iria gerar uma receita adicional de R$ 8.120,00 durante sua vida útil quando comparada às matrizes com intervalo entre partos de 16 meses (Tabela 2).

Outro benefício seria o aumento da produção diária de leite. Com o menor intervalo de partos, o percentual de vacas em lactação passaria dos atuais 75% para 86%. Assim, a produção diária sairia de 970 litros para mais de 1.100 litros, mantendo-se a média de produção por vaca.
Contudo, para atingir eficiência reprodutiva é fundamental adequar o manejo e oferecer boa nutrição ao rebanho. Um dos pontos a se atentar é o de possibilitar que as vacas estejam em boa condição corporal ao parto, para que logo que o animal vença o seu período voluntário de espera ele esteja apto a nova concepção.
Além disso, fazer a gestão da atividade, mantendo atualizado os registros do controle reprodutivo da propriedade é fundamental para que o produtor faça a secagem das vacas no momento correto e identifique animais que repetem cio ou abortam. Outro ponto importante remete a necessidade de se treinar adequadamente as pessoas encarregadas pela observação de cio e pela inseminação, nas propriedades que utilizam essa estratégia. Desta forma o mesmo poderá tomar decisões mais acertadas quanto ao manejo do seu rebanho.
















