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Especiais Selectus nº 5788

Podem retornar as exportações de lácteos da UE para a Rússia?

UE x Rússia – As sanções econômicas da Rússia chegarão ao fim em janeiro de 2020.

Fonte: DairyReporter – Tradução livre: Terra Viva

Análise dos agentes italianos independentes de commodities lácteas na Europa, L’Interform, publicaram um relatório sobre as potenciais implicações do retorno das exportações de lácteos da União Europeia (UE) para a Rússia.

Em 2014, a UE impôs sanções econômicas contra a Rússia. Em resposta, a Rússia suspendeu todas as importações de produtos agrícolas (incluindo laticínios) da União Europeia.

Como resultado do embargo as exportações de lácteos da UE (30.000 toneladas de manteiga, 257.000 toneladas de queijo, 21.000 toneladas de Leite em pó desnatado-SMP, e 26.000 toneladas de soro de leite em pó) em um valor total de € 1,4 bilhões foram completamente suspensas.

Os países mais diretamente afetados pelo embargo foram Finlândia, Holanda, Lituânia, Polônia e Alemanha.  Logo após o início do embargo, os preços dos lácteos na UE (manteiga, queijo e SMP) caíram significativamente, observar o relatório.

As sanções econômicas contra a UE estão em vigor até janeiro de 2020, no entanto, L’Interform diz que existem rumores de que a UE e a Rússia estariam reconsiderando as medidas. As sanções podem ser extintas em breve. L’Interform diz que a expectativa no curto prazo é positiva para os preços, significando negócios competitivos para as indústrias de laticínios da UE.

A Rússia, atualmente, importa cerca de 250.000 toneladas de queijo por ano, e os produtores da UE costumavam ocupar 60% desse mercado. Em menor escala, o mercado russo também tem o potencial de abrir dezenas de milhares de toneladas para a exportação adicional de manteiga da UE.

Como resultado das sanções, a Rússia aumentou a produção interna de leite, no entanto, o aumento não foi suficiente para preencher a lacuna aberta, e desenvolver uma indústria de laticínios autossuficiente.

Assim sendo, a Rússia ainda depende da importação de lácteos – embora em volumes menores – agora, predominantemente, da Bielorrússia.

Em 2018, as importações de queijos da Bielorrússia foram responsáveis por 83% das compras totais russas de queijos.

A UE prorrogou as sanções econômicas contra a Rússia até o final de janeiro de 2020. No entanto, segundo o L’Interform, alguns membros da UE, principalmente, Itália, Hungria, Grécia, França, Chipre e Eslováquia, demonstraram ceticismo e pediram uma revisão.

Além disso, dada as recentes introduções de tarifas adicionais às importações dos Estados Unidos para uma série de produtos da UE, as vendas para o mercado norte-americano estão enfrentando condições difíceis.

L’Interform diz que alguns analistas do setor acreditam que as partes podem reconsiderar suas posições, mas, ainda não está claro se por fatores econômicos, ou se considerações políticas também estarão envolvidas.

L’Interform disse que existem significativas oportunidades comerciais para as indústrias de laticínios europeias caso o embargo seja suspenso e não prorrogado.

Qualquer alteração, no entanto, atingirá a Bielorrússia, diz o relatório, acrescentando que as importações europeias também irão concorrer com os novos produtos russos.

A Rússia, recentemente, se filiou à Federação Internacional do Leite/International Dairy Federation (FIL/IDF).  

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