Produtos de origem animal de Santo Antônio da Platina têm selo reconhecido
Selo reconhecido - O município de Santo Antônio da Platina poderá vender seus produtos de origem animal em todo o País, utilizando apenas o selo de Serviço de Inspeção Municipal.
Isso porque o Ministério da Agricultura reconheceu a equivalência do serviço de inspeção municipal de produtos de origem animal do município paranaense junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa), do Ministério da Agricultura. A decisão foi publicada nesta terça, no Diário Oficial da União (DOU), de acordo com a Portaria 190, de 20/9/2019.
O prefeito Professor Zezão (PHS) e o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luis Carlos da Silva, manifestaram satisfação, pois efetivamente melhora a economia do município e a situação financeira dos produtores.

“O foco principal é a piscicultura, mas a partir de agora podem ser comercializados laticínios, queijo, mel, carnes, entre outros produtos desse gênero. É mais um impulso a economia do Norte Pioneiro”, disse o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB) que trabalhou para garantir a certificação junto aos governos federal e estadual.
“Isso vai motivar outras cidades a implantar o SIM (Sistema de Inspeção Municipal). Os produtores vão ter condições, por exemplo, de vender queijo para o Brasil inteiro. Que o Sisbi motive os outros municípios da região a implantar esse selo de suma importância para a indústria da região”, completa Romanelli. É um novo marco para a piscicultura, pois agora fechou uma cadeia de produtos com o abate e a comercialização para mercado nacional.

Empreendimentos – A adesão ao Sisbi, segundo Marcos Takuti, presidente da Apinor (Associação dos Piscicultores do Norte do Paraná), vai alavancar o desenvolvimento, garantindo aos frigoríficos a comercialização em todo Brasil e também favorece o surgimento de vários outros empreendimentos na região. “Agradecemos o empenho do deputado Romanelli junto às autoridades federais para que Santo Antônio da Platina recebesse este certificado. Temos uma importante frente onde poderemos vender os nossos peixes, é mais uma porta para os produtores. A nossa cooperativa e a associação ganharão muito com isso”, disse.

O técnico da Emater, o engenheiro agrônomo Miguel Antonucci, disse que a medida vai atender pequenos frigoríficos da região que tinham o mercado, de certa forma, estagnado “Temos agora a abertura de mercado e isso vai proporcionar maior renda para a região. Temos proprietário de frigorífico que fez investimento alto esperando a certificação e agora vai poder buscar novos mercados. Isso vai repercutir em toda cadeia do norte do Paraná”, disse.
Antonucci atenta que a região oeste, por exemplo, já tem os certificados e contam com mais de 20 frigoríficos que abatem mais de 50 toneladas dia. “Para a região norte, é uma oportunidade grande para dar vazão à produção. A região tem um único frigorífico, de Rolândia, que está abatendo cinco toneladas/dia e também está buscando a certificação”.
















