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Especiais Selectus nº 5741

Argentina – avanços na redução da informalidade

Produção/AR – Em meio de uma intensa disputa pelo preço do leite ao produtor depois da última desvalorização da moeda, o Governo divulgou um boletim no qual informa que nos últimos três anos e meio conseguiu estabelecer maior transparência na cadeia láctea que refletiu em mais indústrias legalizadas e na quantidade de leite faturado em todos os meses.

Fonte: La Nación – Tradução livre: Terra Viva

Hoje, durante a Câmara Láctea que funciona na órbita do Ministério da Agricultura, a produção e a indústria se reuniram com o responsável pelo Departamento Nacional do Leite, Alejandro Sammartino. Ainda que o momento esteja marcado pela queixa dos produtores sobre a desvalorização do peso, que derrubou o preço do litro de leite de US$ 0,34 para US$ 0,26, no encontro foram divulgados dados sobre a fiscalização conjunta do Ministério da Agricultura e demais órgãos de controle, como a Control Comercial Agropecuario y Láctea, e a AFIP. Além do aumento no controle, o Governo implantou o Sistema Integrado de Gestão do Setor Lácteo da Argentina (Siglea) que permitiu melhor a transparência do setor.

A quantidade de empresas que processam mais de 5.000 litros diários aumentou de 142 em janeiro de 2016, para 207 em janeiro de 2019. As indústrias de mais de 5.000 litros diários que representavam 56,6% do total, passaram a representar 82,5%.

Também teve avanço do lado das indústrias, muito pequenas, que processam menos de 5.000 litros diários. De 35 em janeiro de 2016, saltaram para 110. O Governo também está trabalhando em uma nova categoria de empresas de produção artesanal, para enquadrar essas pequenas.

“Estamos procurando acolher todos os segmentos no sistema”, disse Sammartino.  

Queda no número de fazendas leiteiras?

Por outro lado, a quantidade de registro de produtores de leite, que era de 11.537, agora está em 10.281. Ainda que isto represente 1.256 fazendas a menos, o Governo diz que está fazendo uma limpeza no Sistema de Registro, porque existem muitos inativos. Entretanto, não apresentou um número atual, e informou que estará sendo feita uma padronização dos estabelecimentos.

Jorge Chemes, vice-presidente da Confederação Rural Argentina (CRA), disse a um repórter de La Nación que mais do que legal, para algumas pequenas indústrias, a informalidade foi a única “forma de sobreviver”, diante da crise e dos elevados custos.

Destacou, no entanto, que o preço ao produtor atualmente está entre 14 e 16 pesos o litro, mas, deveríamos estar recebendo entre 18 e 19”. Acrescentou que o panorama projeta um futuro complexo, e disse que poderemos fechar o ano com uma produção menor do que em 2018. As empresas exportadores hoje, têm “fluxo de caixa”, mas, “não têm lucro”. O Governo diz, no entanto, que o preço ao produtor continuará subindo e haverá estímulos à exportação.

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