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Setorial Selectus nº 5726

Novas pesquisas destacam o papel da metionina protegida

Metionina - Cerca de 60 novos trabalhos relacionados à metionina foram apresentados durante a anual de verão da American Dairy Science Association (ADSA). Entre eles, um experimento brasileiro realizado a campo, com dois grupos de animais em lactação e média de 40 produção de leite.

Fonte: O Presente Rural

Atlanta, GA (agosto de 2019) – As pesquisas mostrando os benefícios da alimentação de metionina protegida do rúmen continuam recebendo interesse significativo. Cerca de 60 novos trabalhos relacionados à metionina foram apresentados durante a reunião anual de verão da American Dairy Science Association (ADSA). A reunião anual da ADSA, conhecida como a mais abrangente reunião de ciência leiteira do mundo atraiu mais de 1.700 participantes de 51 países.

“Agora que a metionina é reconhecida como um nutriente essencial com uma ampla gama de funções na nutrição de vacas leiteiras, seus impactos na produção, saúde e desempenho continuam a ser mais profundamente explorados” disse Brian Sloan, Diretor Global de Negócios em Ruminantes, Adisseo. “Para os produtores de leite, a suplementação de metionina oferece ganhos em produção de leite, gordura e proteínas do leite. Além disso, oferece ganhos a longo prazo em termos de saúde e desempenho reprodutivo”

Entre os resultados de pesquisas apresentados na reunião anual da ADSA, destacaram-se os citados a seguir.

Uma pesquisa da Cornell University explorou o efeito de dietas iniciais de bezerras suplementadas com metionina ou com análogos de metionina protegidos do rúmen durante o período de 14 a 91 dias de idade. Os resultados indicaram que o análogo de metionina protegida HMTBi (Metasmart® dry) melhorou o consumo e ganho de peso após o desmame, com uma tendência para um maior peso corporal final.

Resultados de pesquisas adicionais do laboratório de Cornell, do Dr. Mike Van Amburgh, foram apresentados. A pesquisa investigou a quantidade ideal de um perfil de 10 aminoácidos essenciais em relação à energia metabolizável na dieta, a fim de maximizar o desempenho e a eficiência alimentar. Os resultados confirmam a hipótese de que, com base em metionina e lisina, pelo menos 1,14 a 3,03 gramas por Mcal de energia metabolizável, respectivamente, são minimamente necessários.

Um experimento brasileiro realizado a campo, com dois grupos de animais – + 65 dias em lactação ao início do experimento e média de 40 kg de produção de leite, com dieta de tratamento fornecida por 10 semanas – mostrou aumentos significativos em leite corrigido para energia (+3 kg/dia), percentual de gordura (+0.20), percentual de proteínas do leite (+0.17), e melhorou a produção diária dos componentes do leite em 130 gramas de gordura e 110 gramas de proteína, quando uma dieta adequada em lisina foi complementada com Smartamine® M para alcançar uma relação desejada de lisina para metionina de 2,97 para 1. Uma nota interessante foi que o desempenho ideal surgiu associado a uma concentração plasmática de metionina próxima a 30μM, comparado a 18,4μM para as vacas controle que não foram suplementadas com metionina.

Uma pesquisa na University of Illinois avaliou os efeitos da alimentação de metionina protegida do rúmen em 32 vacas multíparas submetidas ao estresse por calor. Os pesquisadores concluíram que o estresse por calor afetou negativamente os parâmetros fisiológicos e produtivos. A metionina protegida do rúmen ajudou na produção de leite, proteínas do leite e gorduras do leite.

Uma pesquisa na The Ohio State University investigou os efeitos das fontes de metionina na fermentação ruminal e na biohidrogenação do ácido linoleico in vitro, visto que esses fatores impactam na diminuição da gordura do leite. Os pesquisadores concluíram que o ácido linoleico a 3% da matéria seca do substrato diminuiu a digestibilidade dos alimentos e alterou a produção de acetato e propionato. No entanto, metionina e o análogo de metionina, Ácido 2-Hidroxi-4- Metiltiobutanóico (HMTBa), aliviaram o efeito negativo do ácido linoleico na digestibilidade da fibra, e HMTBa produziu mais acetato e menos propionato comparado ao ácido linoleico, o que não ocorreu para a metionina. As alterações na biohidrogenação do ácido linoleico pela metionina e pelo HMTBa modificaram as vias de biohidrogenação relacionada à redução da gordura do leite.

Uma pesquisa do INRA (French National Institute for Agricultural Research) na França investigou o efeito da suplementação de metionina, lisina e histidina em situações de fornecimento de energia líquida baixa e alta em vacas leiteiras. O ensaio mostrou que aumentar a oferta de energia líquida provocou aumento da produção de proteínas e gorduras do leite. A utilização do balanceamento por aminoácidos aumentou a produção de proteínas do leite e tendência para aumento em produção de leite, tanto em altos quanto em baixos níveis de energia. Isso levou a um aumento geral na eficiência da proteína metabolizável.

Uma pesquisa conduzida na University of New Hampshire explorou a viabilidade de avaliação da biodisponibilidade da metionina com tecnologias de proteção do rúmen utilizando a técnica de dose-resposta de aminoácidos no plasma sem o uso de vacas com cânulas no rúmen. Os pesquisadores descobriram que isso poderia ser feito ao usar uma referência de suplemento de aminoácido protegido do rúmen com uma biodisponibilidade conhecida. De acordo com os resultados da pesquisa, a biodisponibilidade do produto testado foi de 20,8% em relação à referência de metionina protegida do rúmen. O uso de vacas com rumens canulados mostrou não ser necessário.

Novas pesquisas destacam o papel da metionina protegida

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