Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 33 de 15/08/2019
Leite/Oceania – No Norte da Austrália a disponibilidade de feno é limitada, mesmo estando em plena temporada.
O resultado é que o feno tem vindo do Sul. Novos plantios estão atrasados, até o momento. Isso gera preocupação entre os produtores sobre a oferta de feno de boa qualidade à medida que a nova temporada do leite avança, mesmo porque a quantidade disponível no Sul também é limitada. Não há feno em estoque da estação passada, e a qualidade é questionável, uma vez que foi embalado em período de muita umidade e calor.
Na Nova Zelândia, mesmo com baixo volume de leite, a indústria de laticínios está bem otimista. Novos produtos lácteos estão chegando ao mercado mais cedo do que a expectativa dos compradores. Analistas observam que, mesmo não sendo incomum, o aumento da produção pegou os compradores desprevenidos quanto à magnitude e ritmo de crescimento. Mesmo estando em início sazonal de produção, o crescimento está sendo muito rápido, o que pegou o mercado de surpresa e pesou sobre os preços atuais.
A China é um cliente fundamental para a compra de produtos lácteos da Nova Zelândia. Entretanto, ainda não foram estabelecidas negociações para esta temporada. As compras da China contribuem para a cotação dos lácteos, e consequentemente para o preço do leite ao produtor. E, as variações cambiais da moeda chinesa geram incertezas na Nova Zelândia. Também não é desprezível a desaceleração da economia da China, que se torna uma apreensão permanente na Nova Zelândia. Se as exportações para a China caírem abaixo das expectativas, haverá impacto no preço do leite ao produtor na temporada, espalhando uma onda negativa por toda a Nova Zelândia. Ainda que não esteja previsto um acontecimento como este, é uma possibilidade que precisa ser muito bem observada.

















