EUA – O volume das exportações caem 14% no primeiro semestre de 2019
Exportações/EUA – A perda de vendas para a China dada à retaliação tarifária, à febre suína, concorrência mais acirrada da Europa e Nova Zelândia, resultou em perdas no volume das exportações de lácteos estadunidenses no primeiro semestre de 2019.
Os carregamentos de leite em pó, queijo, manteiga, soro de leite e lactose totalizaram um milhão de toneladas, 14% menos que um ano atrás, quando foi batido o recorde. As exportações desses principais produtos para a China foram 54% menores, enquanto subiram 5% para outros mercados.
Em valores as exportações atingiram US$ 2,95 bilhões na primeira metade do ano, crescimento pelo terceiro ano consecutivo. Houve ganho notável em valores nas vendas para o México, Sudeste da Ásia, Coreia do Sul, Canadá e América do Sul, compensando o grande declínio de vendas para a China.

Os destaques das vendas no primeiro semestre do ano estão o aumento nas exportações de queijos; recorde na remessa de soro de leite e lactose para o Sudeste da Ásia; e recorde no embarque de leite fluido e creme.
No primeiro semestre de 2019 as exportações de queijo totalizaram 193.169 toneladas, 4% a mais em relação a um ano antes, e o maior volume desde 2014. Registraram volumes recordes para a Coreia do Sul (+26%); Sudeste da Ásia (+16%) e América Central (+28%). Teve aumento de vendas para o Oriente Médio/Norte da África (MENA), (+16%). Mas houve declínio para o México (=15%) e China (-46%).

As exportações de NDM/SMP não acompanharam o recorde do último ano. Foram 327.755 toneladas, com queda de 15%. O volume foi menor nos principais mercados, incluindo o nosso maior cliente, o México (-5%) e o Sudeste Asiático (-10%). Os EUA perderam espaço para fornecedores europeus, que adquiriram os elevados estoques de intervenção acumulados nos últimos quatro anos, e uma vez em mãos do setor privado, foram vendidos com descontos atraentes.

Os fornecedores estadunidenses também enfrentaram a concorrência dos exportadores da Nova Zelândia, que limparam seus estoques de um ano de produção recorde 2018/19.
O volume total de soro de leite exportado foi 225.627 toneladas nos primeiros seis meses de 2019, apresentando queda de 25%. É o pior desempenho desde 2011, e totalmente atribuído à redução das compras pela China. Além das tarifas adicionais estabelecidas pelos EUA, o soro tornou-se menos competitivo diante da febre suína africana, que provocou o sacrifício de criações de porcos, reduzindo a necessidade de soro de leite para ração animal. As exportações de soro de leite para a China caíram 58% no primeiro semestre, representando mais de 12.000 toneladas por mês.

Os fornecedores foram parcialmente compensados pelo aumento das vendas para o Sudeste da Ásia (+5%) e México (+12%).

















