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Especiais Selectus nº 5688

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa - Relatório 27 de 03/07/2019

Leite/Europa – A última semana, excepcionalmente quente, mais de 100º Faherenheit, [37,78ºC], atingiu grande parte da Europa Ocidental incluindo os dois principais países produtores, Alemanha e França. Na Alemanha os termômetros bateram números recordes. Na França, o clima quente Chegou ao Norte do país. As altas temperaturas também foram registradas na Espanha, Polônia, República Checa e Luxemburgo. A elevada umidade agravou as condições do tempo.

Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva

Incidentes relacionados com o calor foram relatados perto de Berlim e na Espanha. Existe muita preocupação com o bem-estar das vacas leiteiras e animais domésticos. A onda de calor está provocando morte de pessoas, e deve causar baixas também entre os animais. A produção de leite declina sazonalmente. Isso também reduz a disponibilidade de leite para fabricação de queijos. Existe possibilidade de flexibilização, transferindo parte do leite de outros produtos para os fabricantes de queijo. No entanto, a margem é pequena, e tem limitações sazonais. Outro fator é que parte de produção de leite da Europa já foi contratada pelas queijarias italianas. Há muitos anos que a Itália depende do leite da Alemanha e de outros países para garantir o volume de sua produção de queijo, assim, a projeção do volume de queijo a ser produzido pela Itália está vinculada à capacidade de captar leite de outros países. E, até o momento, essa captação está dentro do esperado.

Ainda que a onda de calor possa ter sido dissipada nesta última semana, os efeitos terão longa duração. A produção de leite foi reduzida, e a recuperação das vacas não será imediata. Por isso, a avaliação de quanto da produção de leite foi afeta, e por quanto tempo, continua sendo uma incógnita. O impacto poderá ser leve, ou profundo. Se houver chuva abundante para restaurar os cultivos e as pastagens, a recuperação pode ser mais rápida. Para esta semana a previsão do tempo aguarda chuvas na Alemanha. Os produtores de leite franceses estão extremamente frustrados, não apenas com o calor recente, mas, também com os baixos preços que não se recuperaram depois das sanções comerciais impostas pela Rússia, após a anexação da Crimeia. Há uma pressão da França para que a União Europeia (UE) flexibilize as sanções para que o bloco retorne a venda de produtos lácteos para a Rússia. Os franceses também estão buscando ações da UE para tirar os produtos lácteos do mercado. Antes a intervenção no setor lácteo era bem aceita, mas, o mecanismo de compra estatal era rejeitado. O setor lácteo também reivindica apoio financeiro para aliviar o fluxo de caixa. Na semana passada, centenas de produtores bloquearam estradas em várias regiões, e queimaram pneus. O número de fazendas que estão abandonando a atividade está crescendo na França. As indústrias apoiam o nível atual de preços porque ajuda na competitividade exportadora. Os produtores, no entanto, gostariam de alguma intervenção estatal para interromper o número de falências que está sendo registrado no setor lácteo.

O preço do leite não é um item no qual os produtores possuem capacidade para alterar. Assim, o governo precisa intervir, e, possivelmente, com participação da UE. Historicamente os agricultores franceses protestam mais que seus parceiros do resto da Europa. Assim sendo, é um erro interpretar o silêncio dos agricultores de outros países como conformismo, pois, certamente os produtores de leite da França não estão sozinhos na Europa Ocidental. As dificuldades financeiras aumentam o descontentamento de produtores de outros países da Europa Ocidental. Vários governos já sentiram o descontentamento através do voto. Na Alemanha, o maior produtor de leite da UE, já vem registrando queda no número de vacas de leite, de acordo com a entidade ZMB, que acompanha os números do setor lácteo. Em maio de 2019 havia 2,4% menos vacas de leite na Alemanha do que um ano antes. O rebanho leiteiro também caiu 4,5%. A área destinada a pastagens foi reduzida em 37% nos últimos dez anos.  

O calor afetou o Leste Europeu na semana passada, principalmente na Polônia e República Checa.

As exportações de produtos lácteos da Bielorrússia para a Rússia foram intensificadas de janeiro a abril deste ano em comparação com o ano passado.

As importações russas de leite a granel subiram 32%, as de queijos 25%, e as de creme 32%, conforme o site CLAL, e a maioria dessas compras foram feitas na Bielorrússia.

 Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa - Relatório 27 de 03/07/2019

 Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa - Relatório 27 de 03/07/2019

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