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Especiais Selectus nº 5682

Revisão de estudos sugere alterações nos nutrientes de fórmulas infantis na China

Nutrição infantil/China – Revisão sistemática realizada pelo Centro Nacional de Avaliação de Riscos de Segurança Alimentar da China recomendou modificações do padrão atual dos nutrientes das fórmulas infantis para ajudar a melhorar a saúde de bebês de seis a 12 meses de idade.

Fonte: DairyReporter – Tradução livre: Terra Viva

A revisão afirmou que as normas chinesas para fórmulas infantis destinadas a crianças de 6 a 12 meses de idade não “estão embasadas em dados e conhecimentos científicos atuais”. 

Realizado em conjunto pelo Instituto Nacional de Nutrição e Saúde do Centro de Controle de Doenças (CDC, sua sigla em inglês), pela Universidade Sun Yat-Sem, pela Universidade de Pequim e pela Sociedade Chinesa de Nutrição, o objetivo da revisão foi determinar a fórmula com a melhor composição para as crianças chinesas entre seis meses e um ano de idade, avaliada e recomendada pelos especialistas.

Mais ou menos?

Os pesquisadores avaliaram múltiplos fatores ao elaborar a composição das fórmulas, como a ingestão de nutrientes, o teor de nutrientes do leite materno das mães chinesas, e os níveis adequados de ingestão e tolerância.

Eles pesquisaram as recomendações encontradas no Codex Alimentarius, estudos de outros países, e avaliaram que a composição dos atuais padrões de fórmulas infantis para as crianças chinesas devem ser modificadas.  

Recomendações

- Reduzir o máximo da densidade de energia de 85 kcal por 100 ml para algo em torno de 60 kcal e 75 kcal por 100ml

- reduzir o teor de proteína da fórmula láctea de 2,9 g a 5 g por 100 kcal para 1,8g a 3,5g por 100 kcal

- elevar o teor lipídico mínimo de 2,9 g por 100 kcal para 3,5g por 100 kcal

- incluir a quantidade máxima de vitaminas e minerais (como vitaminas B6, B12, C, E, e K, tiamina, riboflavina, niacina, ácido fólico, ácido pantotênico, biotina, magnésio, cálcio, fósforo e iodo)

- Alterar o teor de componentes opcionais como DHA, ARA e taurina

Os pesquisadores afirmaram que essas modificações no padrão de nutrientes “devem melhorar a alimentação e garantir ainda mais saúde aos bebês entre 6 e 12 meses da China”.

Isto é especialmente importante porque os pais na China estão entre os maiores consumidores mundiais de fórmulas infantis, e o governo chinês “defende fortemente a amamentação parcial durante a segunda metade da infância, até dois anos de idade ou além, juntamente com a provisão de alimentos complementares, nutricionalmente adequados”. 

No caso de amamentação insuficiente ou indisponível, a confiança dos pais deve ser ainda maior nessas fórmulas. Os pesquisadores disseram que a fórmula contendo menos proteína, poucos minerais e nutrientes modificados se aproximam mais da composição do leite materno e pode atender as necessidades nutricionais das crianças de seis meses a um ano.

Um exemplo é a densidade de energia em fórmulas, que tende a ser significativamente maior do que a do leite materno humano. Bebês alimentados com essas fórmulas podem ter excesso de peso, levando, mais tarde, à obesidade e às doenças relacionadas.

Estudos descobriram que, em média, a densidade de energia no leite materno das mulheres chinesas é de 65 kcal por 100ml, daí a recomendação de que a densidade de energia na fórmula para bebês de seis a doze meses seja reduzida.

Mesmo que a proteína seja vital para o crescimento e desenvolvimento saudáveis, os níveis mínimos e máximos estão acima da média do teor registrado no leite materno das mulheres chinesas, entre 1,4 g e 1,6 g por 100 kcal.

E, assim como acontece com a densidade de energia, o consumo excessivo de proteínas no primeiro ano de vida pode resultar em ganho excessivo de peso, e, portanto, elevar o risco de obesidade e doenças associadas na vida adulta.

Os níveis de lipídeos, por outro lado, devem ser aumentados, já que eles não são apenas nutrientes essenciais para o cérebro, o tecido nervoso e o desenvolvimento da retina em bebês, mas, também reduzem o risco de crianças com excesso de peso.

De acordo com um estudo de referência para os pesquisadores, mães com elevados teores de gordura no leite da amamentação têm maior probabilidade de ter filhos com peso e nível de gordura corporal saudáveis, com menor IMC e adiposidade na dobra da pele.

“O teor médio de lipídios no leite materno das mulheres chinesas maduras é de 3,1g/100ml a 3,6g/100ml, representando aproximadamente 43% a 49% da energia total. A Dose Diária Recomendada (DRI) chinesa é de 40%”, relatam os pesquisadores.

O padrão atual diz, “o teor de lipídios é entre 2,9 g/100 kcal e 5,9 g/100 kcal. Estudos sobre a ingestão dietética relataram que a mediana dos valores de energia lipídica em crianças mais velhas fica entre 22,1% e 31,7% do total da energia, portanto, bem abaixo do DRI chinês”.

Eles acrescentam que os níveis de lipídeos nas fórmulas para crianças entre seis e 12 meses de idade pode então, ser aumentada, especialmente após a redução do teor de proteína.

O aumento dos níveis de 3,5g a 6 g por 100 kcal, visa assegurar que os lipídeos respondam por 32% a 54% da energia total, se aproximando dos níveis proporcionados pelo leite materno.

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