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Economia Selectus nº 5677

Confiança na indústria de MG cai pela 4ª vez seguida

Confiança/MG – As incertezas quanto à economia brasileira e mineira e às próprias condições de negócios levaram a confiança dos empresários mineiros à quarta queda consecutiva em 2019. Foi o que revelou o Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG) de junho.

Fonte: Diário do Comércio

Neste mês, o índice chegou a 55,6 pontos, acima da linha dos 50 pontos, mas inferior aos 56,6 pontos registrados em maio, indicando redução do otimismo por parte dos industriais.

A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e avalia o nível de confiança dos empresários sobre as atuais condições e expectativas de negócios.

No geral, de acordo com a economista da entidade, Daniela Muniz, as quedas consecutivas do indicador refletem os cenários nacional e estadual e as incertezas quanto à recuperação da economia.

“O indicador já acumula uma retração de 7,9 pontos de março a junho, após a onda de otimismo observada no período pós-eleitoral. A queda gradual do índice reflete a frustração dos empresários com a fraqueza da atividade econômica nos primeiros meses de 2019 e as incertezas quanto à aprovação das reformas estruturais, sobretudo a da Previdência”, explicou.

Nesse sentido, o levantamento mostrou que, em relação às condições atuais, o índice recuou 0,6 ponto na passagem de maio para junho, para 45,7 pontos neste mês. A queda ocorreu pela quarta vez seguida, ficando abaixo da linha dos 50 pontos mais uma vez.        

A pior avaliação foi na economia mineira, que marcou 40,2 pontos. A percepção quanto à economia brasileira foi de 42,3 pontos e em relação à empresa 48,2 pontos neste mês.

Na divisão por porte de empresas, as avaliações de condições atuais foram pessimistas em todos os casos. Os resultados foram de 42,6 pontos para as pequenas empresas, 46,6 pontos para as médias e 46,8 pontos para as de grande porte.

Expectativas – Já em relação ao indicador de expectativas, o estudo mostrou otimismo, com resultados acima da linha dos 50 pontos. No entanto, a economista da Fiemg chamou atenção para o fato de ter reduzido em quase todas as bases de comparação e em todos os portes de empresas.

“Os industriais continuam apostando na melhora da economia, mas esta aposta vem perdendo força, em virtude da lenta retomada das atividades”, comentou.

Assim, a expectativa dos industriais quanto aos próximos seis meses, de modo geral, ficou em 60,5 pontos, 1,2 ponto percentual menor em relação a maio, e aumentou 9,7 pontos sobre o mesmo mês de 2018. Em relação à economia brasileira ficou em 57,6 pontos, em relação à economia mineira em 54,5 pontos e sobre a própria empresa 62,7 pontos.

Quando considerado o porte de empresas, as expectativas foram de 60,3 pontos nas de pequeno porte e de 60 pontos nas de médio porte. Já as grandes empresas apresentaram otimismo de 60,8 pontos.

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