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Especiais Selectus nº 5653

Argentina – “A robotização incorpora os millenials ao setor lácteo”, diz Ghiano

Robotização/AR – O especialista em automação, Jorge Ghiano, destacou que a robotização é um ímã da fazenda de leite para as novas gerações. Explica que a parte central deste processo é a coleta de dados que vão gerando em toda a cadeia produtiva.

Fonte: Portalechero – Tradução livre: Terra Viva

“O primeiro robô foi instalado em nosso país em agosto de 2015, e deste então não deixamos de aprender. Desde os princípios básicos de como se utiliza levando em conta as condições produtivas deste estabelecimento. As condições das pastagens, os horários para alimentação, o tempo de trabalho que demanda o monitoramento de cada passo do processo, incluindo as tarefas rotineiras do robô e o manejo dos animais”, descreve Jorge Ghiano, integrante do INTA Rafaela, que faz parte da equipe de Miguel Taverna no Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) de Rafaela.

Quais são as principais tarefas, passo a passo, que demanda esta estratégia produtiva?

- Na fazenda trabalham duas pessoas em tempo integral. Estão desde o início do projeto. São 63 vacas em ordenha, e um robô, produzindo 2.200 litros diários de leite, com média de 2,4 ordenhas vaca/dia. A alimentação é combinada: recebem do robô 6 quilos de ração balanceada que é completada com a pastagem, que, dependendo da etapa do ano, implica entre 20 e 30% do total. O resto da alimentação, silagem, feno, farelo de soja, entre outros componentes, é oferecida no cocho.

Se um produtor pensa em um sistema de ordenha voluntário. Qual é a rotina a ser seguida?

- Em primeiro lugar, a composição do grupo de trabalho: deve ter pessoal motivado, que goste de tecnologia, que saiba manejar dados e produzir relatórios. Deve saber gerenciar programas em um telefone móvel, e, conhecer de vacas.

O segundo aspecto é a composição do rebanho. Não são todas as vacas que se adaptam a esse tipo de ordenha. Algumas por razões comportamentais, ou formação do úbere, entre outros aspectos.

Existe uma série de manejos de vacas secas e vacas que estejam perto de parir, visto que logo depois do parto é preciso fazer a transição. Assim, é preciso analisar as instalações, buscar um bom lugar, que seja equidistante, já que os animais podem se movimentar livremente. Observar a disposição dos bebedouros, o manejo de efluentes e outros temas conexos.

Qual é o balanço que faria hoje deste processo?

- A instalação de um sistema robotizado tem vários aspectos. Em primeiro lugar, um empresário do leite precisa ter um grande controle do seu negócio, e buscar maior eficiência na utilização dos recursos.

Em relação à equipe de trabalho, ela ganhará em flexibilidade, permite sair da rigidez do sistema convencional, e também pode hierarquizar o trabalho a partir do manejo de dados que vão possibilitar tomar decisões mais ajustadas em cada caso.

Alguns produtores acreditam que esse sistema começa ser possível resolver o problema da mão de obra. É mesmo assim?

- Creio que o problema da mão de obra será resolvido com a incorporação dos millenials, que possuem maior flexibilidade mental, e com isso será mais fácil incorporá-los à produção de leite e pensar seriamente na continuidade da atividade.  

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