Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 17 de 25/04/2019
Leite/Oceania – As indústrias de laticínios líderes da Austrália conversam com os agricultores sobre a necessidade de aumentar a produção. A tendência na última década tem sido de queda na produção de leite; a população australiana cresceu nesse mesmo período. A preocupação expressa é de que se não houver crescimento na oferta, aumentará a potencial necessidade de a Australia importar mais produtos lácteos.
É claro que os tempos difíceis dos últimos anos fizeram com que algumas cooperativas fechassem, o que gerou impactos financeiros para alguns produtores. O clima e outras adversidades fizeram com que algumas fazendas reduzissem o tamanho do rebanho, ou mudassem para a agricultura. O crédito agrícola está mais difícil e caro.
Há oferta limitada de feno no Norte e Sul da Austrália, aumentando o custo de transporte de outras regiões. O governo continua disponibilizando subsídios para ajudar os produtores neste período.
A Nova Zelândia foi atingida por uma seca intensa, especialmente na Ilha Norte, impactando severamente a produção de leite. A secagem antecipada de vacas tem sido utilizada em muitas fazendas. É certo que o volume total da temporada será maior do que o verificado na temporada passada, mas, a estação que começou prometendo um forte crescimento, pode ter um final bem fraco.
De acordo com a DCANZ, em março de 2019, a produção de leite na Nova Zelândia foi de 1.713 milhões de toneladas, apresentando queda de 8,2% em relação a março de 2018. Os sólidos totais somaram 161.433 milhões de quilos, redução de 7,5% em comparação com o mesmo mês de 2018.
A diretoria de uma grande cooperativa avalia que o crescimento da produção de leite será bem menos intenso nos próximos anos. Fatores ambientais como disponibilidade de água e maior preocupação com a redução da emissão de gases de efeito estufa são alguns dos fatores mais significativos.


















