Uruguai – Segundo um estudo, reduziu o fechamento de fazendas de leite, com preços
Ecolat/Uruguai – A reabertura da fábrica da Ecolat em Nueva Helvecia foi o tema central da reunião entre o Ministério do Trabalho, os representantes do grupo peruano Gloria e a Federação dos Trabalhadores na Indústria de Laticínios (Ftil).
Durante o encontro a empresa informou que o novo plano de negócios no país é a produção de queijos para exportação, processando até 50 mil litros de leite, diariamente. Explicou que para conseguir a matéria prima irá procurar produtores que hoje não entregam leite para a indústria.
O dirigente do Ftil, Enrique Méndez disse a El Observador que uma das reivindicações do sindicato é que a reabertura da fábrica não gere “uma guerra pelo leite”. Isso poderia prejudicar outras plantas da região. “Que venham gerar novas bacias leiteiras. Isso é fundamental”, disse Méndez.
Na semana passada, a companhia peruana informou que a reabertura da planta se dará entre o fim de maio e início de junho. Em uma primeira etapa seriam criados 30 postos de trabalho. A Ftil quer que se leve em conta os ex-funcionários da Ecolat-Parmalat e Schreiber Foods que já têm experiência.
O sindicato alertou que é fundamental começar a pensar em como criar uma nova bacia leiteira a nível nacional, e em como fortalecer pequenos e médios produtores. Além disso, lembrou que no país existe regulamentação trabalhista que deve ser cumprida, devendo os trabalhadores terem liberdade de organização.
Quando em 12 de fevereiro de 2015 a Ecolat (que produzia produtos com a marca Parmalat) anunciou o encerramento de suas operações no Uruguai, uns 400 trabalhadores ficaram sem emprego. A empresa explicou que o motivo da paralisação foi dificuldades para implementar os projetos de reestruturação, que buscava resolver seus problemas econômicos, algo que foi rejeitado pelos trabalhadores.

Na oportunidade, o grupo peruano ressaltou que houve “quebra” do princípio de autoridade e a relação de “confiança necessária” com os trabalhadores.
Por isso suspenderam a produção de queijos e iogurte, concentrando na elaboração de leite longa vida. A empresa começou a deixar de captar leite e também derrubou o preço no mercado.
O grupo peruano desembarcou em maio de 2012 com a compra de 55% das ações do grupo venezuelano Maldonado por US$ 20 milhões. Estes empresários haviam chegado antes como sócios do grupo LeadGate, liderado por Matías Campiani, que adquiriu a filial local da Parmalat em 2005.
No final de 2012 o grupo Gloria pagou outros US$ 16 milhões pelos 45% restante, segundo informou El País, na época. Os peruanos quiseram apostar na renovação das máquinas da Ecolat e iam investir US$ 30 milhões na fábrica de produção de queijos, mas, a queda do preço dos lácteos lançou por terra esse plano e complicou os planos da empresa.
















