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Especiais Selectus nº 5606

Argentina – Estimam melhoras para o setor lácteo em 2019

Produção/AR – O Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA) divulgou um relatório no qual sustenta que, para 2019, existe “uma percepção de melhora integral em relação ao ano anterior, mas, muito dependente das questões macro”.

Fonte: Agrovoz – Tradução livre: www.terraviva.com.br

Para a elaboração do relatório o OCLA levou em consideração a opinião das indústrias de laticínios. O resultado foi o seguinte: “Os entrevistados quantificaram as perspectivas do negócio para os próximos seis meses entre 6 e 9 pontos, em uma escalada de um a dez. Todos têm a percepção de melhorias no segmento”. Um dado que permite sustentar tal hipótese é que, depois de quase um ano completo no vermelho, em dezembro e janeiro últimos as fazendas passaram a ter rentabilidade. De qualquer modo, para o OCLA é necessário um aumento de preços para que a atividade volte definitiva a ser estabilizada.

Argentina – Estimam melhoras para o setor lácteo em 2019

Produção

No primeiro bimestre, a produção de leite caiu entre 8 e 10%. “Habitualmente a produção alcança seu pico de mínima no mês de abril, por isso a queda continuará”, destaca o OCLA. De qualquer modo, a partir do final de fevereiro e princípio de março começam as parições, situação que impactará positivamente nas vacas em ordenha. Assim, a curva seria revertida e passaria a ser positiva a partir de abril. “A partir de junho a previsão é de taxas positivas, em geral, e crescentes até o final do ano. Ocorrendo essas expectativas, o primeiro semestre encerraria com baixa de 4% em relação ao mesmo período de 2018, queda que seria compensada na segunda metade do ano, podendo acumular 1% de aumento em relação ao ano anterior”, projeta o OCLA.

A queda de produção no início de ano, junto com o baixo estoque das indústrias, e um forte impulso exportador – queda da oferta mundial e o preço do leite em pó integral acima de US$ 3.000/tonelada – é o que aumenta a possibilidade de que o preço ao produtor continue aumento, e melhore as perspectivas do setor.

“É factível que a disponibilidade de leite seja inferior à do ano anterior (entre 6 e 8% no primeiro trimestre), o que somado a um melhor cenário internacional (câmbio e preços), resulte em uma forte concorrência pela matéria prima”, destaca o OCLA.

Bom clima

Um dado relevante nesse contexto é que o clima não somente está ajudando a obter grandes colheitas de grãos, mas, que também tem dado condições para um desenvolvimento de pastagens e estoques de forrageiras, o que se contrapõe com o início de 2018, que foi marcado por uma severa seca.

“Existiu boa oferta de pastagens (aproveitamento e estoque de feno) e o rendimento dos cultivos destinados à silagem superaram amplamente as médias históricas. Os cultivos secundários também se encontram em bom estado de desenvolvimento. Este ano se inicia com uma boa disponibilidade e qualidade dos estoques”, destaca o relatório.

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